Taxa de certificados atingem máximos em setembro
Subida da taxa Euribor no prazo de três meses favorece juros dos certificados de aforro.
A taxa dos certificados de aforro deverá atingir em setembro 2,5%, ou seja, o tecto máximo previsto para a a remuneração da série F, ea que se encontra atualmente em vigor. O valor terá de ser confirmado mas o ritmo de subida da Euribor a três meses, que serve de referência para a fixação da taxa de remuneração base, deverá confirmar a tendência.
A taxa Euribor voltou esta segunda-feira a subir a três meses, face a sexta-feira, continuando em máximos. No prazo mais curto, a adição de 0,013 pontos aos 2,524% de sexta-feira para 2,537%, levaram a Euribor a três meses a apresentar o valor mais alto desde março de 2025. E acima do valor máximo de referência para os certificados de aforro.
A remuneração desta ferramenta de captação de poupanças para o Estado tem sido superior à oferecida pelos bancos, que só recentemente começaram a subir os juros dos depósitos. Em julho, o montante global em certificados de aforro voltou a subir mais de 767,7 milhões de euros para quase 44 mil milhões de euros. Já a taxa, fixou-se em 2,474%.
Recorde-se que à remuneração base acrescem os prémios de permanência, que na atual Série F foram fixados em 0,25% do segundo ao quinto ano, 0,5% entre o sexto e o nono ano, 1% no 10.º e no 11.º ano, 1,5% nos dois anos seguintes ou 1,75% nos dois últimos anos do prazo.
Em julho, os certificados atingiram o valor mais elevado de sempre: quase 44 mil milhões de euros
Euribor Fixação entre bancos
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 21 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si. São a principal referência no crédito à habitação e na remuneração dos certificados de aforro.
Valor Fórmula definida
A taxa base é determinada mensalmente no antepenúltimo dia útil do mês, para vigorar durante o mês seguinte, tendo em conta a média dos valores da Euribor a três meses observados nos dez dias úteis anteriores, sendo o resultado arredondado à terceira casa decimal. A taxa base não poderá ser superior a 2,50 % nem inferior a 0 %.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt