Trabalhadores da vidreira A União em protesto
Os trabalhadores da vidreira A União, em Lisboa, iniciaram esta quarta-feira um protesto por tempo indeterminado em frente à sede da empresa como forma de protesto por salários e subsídios em atraso.
Segundo disse agência à Lusa Pedro Vicente, do Sindicato da Indústria Vidreira, os 23 trabalhadores de A União - António da Silva Dores estão desde as 08h30 desta quarta-feira cencentrados à porta da sede da empresa, na zona do Poço do Bispo, em protesto por tempo indeterminado, até que a administração decida o que pretende fazer com a empresa.
Os trabalhadores queixam-se de terem em falta os subsídios de Natal de 2010 e 2011, bem como o subsídio de férias do ano passado.
Os trabalhadores receberam o que faltava receber relativo ao mês de Janeiro, "mas não devem receber Fevereiro, porque a empresa não tem dinheiro", afirmou Pedro Vicente.
Pedro Vicente adiantou ainda que os trabalhadores daquela empresa estão há quatro anos sem receber subsídio de ferramentas.
"Nós queremos falar com o patrão para tomar uma decisão. Ou é viabilizada e é alvo de uma tentativa de viabilização, ou não, e então vai cada um à sua vida. Deixar arrastar esta situação fica toda a gente a perder. Fica toda a gente a dever a toda a gente", disse o sindicalista.
De acordo com Pedro Vicente, estiveram no local técnicos da Inspecção-geral do Trabalho, que vão verificar a situação dos trabalhadores na empresa.
"Esta empresa tem dívidas, porque há muitas empresas que não lhe pagam. Depois também ficam em dívida com os trabalhadores e outras empresas", explicou.
A Lusa tentou contactar a administração da empresa A União - António da Silva Dores, mas até ao momento tal não foi possível.
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