Trabalhadores dos CTT aderem à greve geral

O Sindicato Democrático dos Trabalhadores das Comunicações e dos Media (SINDETELCO), afecto à UGT, anunciou esta segunda-feira que vai emitir um pré-aviso de greve nos CTT para 14 de Novembro, no mesmo dia da greve geral convocada pela CGTP.

29 de outubro de 2012 às 19:12
Trabalhadores dos CTT aderem à greve geral Foto: Secundino Cunha
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Em comunicado, o sindicato informa que a greve se destina a reivindicar "a implementação da negociação colectiva na empresa CTT -- Correios de Portugal" e a "protestar contra a privatização dos CTT", mas trata-se de um protesto independente daquele convocado pela Intersindical.

O sindicato informa ainda que a paralisação visa contestar também "a austeridade imposta aos trabalhadores do sector empresarial do Estado". A administração dos CTT denunciou o Acordo da Empresa (AE) no dia 15 de Novembro de 2011.

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No dia 15 de Dezembro de 2011 iniciou-se o processo negocial com reuniões regulares que duraram até Julho de 2012, segundo o sindicato. Entretanto, a empresa comprometeu-se a reiniciar a negociação no mês de Setembro de 2012, o que não aconteceu, dizendo que estas seriam retomadas em Outubro. Na ausência de negociações, os trabalhadores prosseguem a luta contra a privatização e decidiram parar no dia 14.

No sábado, o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (SINTAP), afecto à UGT, anunciou que vai marcar uma greve para 14 Novembro, o mesmo dia da paralisação convocada pela CGTP, contra as medidas de austeridade.

O coordenador FESAP Nobre dos Santos disse à Lusa que a marcação da greve do SINTAP para a mesma data que a paralisação convocada pela CGTP tem como objectivo "mostrar a união entre os trabalhadores".

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Entretanto, esta manhã, também o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), afecto à UGT, anunciou uma greve dos trabalhadores da administração pública a 14 de Novembro.

Em comunicado, o STE adianta que os seus associados se pronunciaram "por larga maioria" a favor de uma greve nacional, "porque não é possível continuar a assistir sem agir ao delírio de medidas penalizadoras de quem trabalha e, de modo especial, de quem trabalha na administração pública, com uma incompreensível sanha persecutória".

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