Tribunal ordena arresto da pensão de Ricardo Salgado

MP pediu medida para garantir pagamento de verbas a favor do Estado, no âmbito do caso BES.

04 de outubro de 2017 às 15:13
Defesa de Salgado contesta pedido dos antigos clientes do BES Foto: Lusa
Ricardo Salgado, ex-líder do Grupo Espírito Santo, será o agente corruptor Foto: David Martins
Ricardo Salgado Foto: Pedro Catarino
Ricardo Salgado Foto: Jorge Padeiro

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O Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC) decretou, a pedido do Ministério Público, o arresto da pensão paga mensalmente ao ex-banqueiro e arguido do caso BES Ricardo Salgado, informou esta quarta-feira a Procuradoria-Geral da Republica

"A requerimento do Ministério Público, foi determinada pelo Tribunal Central de Instrução Criminal medida de garantia patrimonial que incide sobre a pensão paga mensalmente ao arguido Ricardo Salgado, enquanto participante do plano de pensões da Comissão Executiva do ex-BES, refere a PGR em resposta à agência Lusa.

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Segundo a PGR, a medida foi decretada ao abrigo da norma processual penal relativa ao arresto preventivo, tendo em vista "a garantia de verbas que possam vir a ser declaradas perdidas a favor do Estado".

A decisão do TCIC de determinar o arresto da pensão de 39 mil euros que é paga mensalmente a Ricardo Salgado foi avançada esta quarta-feira pela TVI24.

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Até ao momento foram constituídos 17 arguidos, 14 pessoas e três empresas.

Além de Ricardo Salgado, são arguidos na investigação ao "Universo Espírito Santo" Isabel Almeida, ex-diretora financeira do BES, que foi "braço direito" do antigo administrador Morais Pires, António Soares, ex-diretor do BES Vida, Pedro Luís Costa, ex-administrador do Espírito Santo Ativos Financeiros, José Castella, antigo responsável pela tesouraria do Grupo Espírito Santo, e Cláudia Boal de Faria, que pertenceu à área de vendas e estruturação do BES, responsável pela área da poupança do Novo Banco.

Em causa na investigação ao "Universo Espírito Santo" estão suspeitas de falsificação, falsificação informática, burla qualificada, abuso de confiança, fraude fiscal, corrupção no setor privado e branqueamento de capitais.

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