Um em cada 10 portugueses está em risco de pobreza
INE alerta que pandemia irá aumentar risco de pobreza em Portugal.
Um em cada 10 trabalhadores em Portugal encontra-se em risco de pobreza. O cenário, relativo ao ano de 2018, foi traçado esta sexta-feira pelo Instituto Nacional (INE), a propósito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030. "O risco de pobreza continua a atingir uma percentagem considerável de pessoas empregadas: 10,8%."
Ao todo, no País, são 1,8 milhões de pessoas em risco de pobreza. "Em Portugal, 17,2% das pessoas estavam em risco de pobreza em 2018, menos 0,1 pontos percentuais do que em 2017", indica INE. O valor nacional continua a ser superior ao risco médio na União Europeia.
Os dados divulgados esta sexta-feira ainda não refletem o impacto da atual pandemia de Covid-19. Contudo, o instituto de estatística alerta que "é de esperar que as tendências analisadas se alterem substancialmente". A subida do número de desempregados ou de pessoas a pedir ajuda junto dos bancos alimentares indiciam já esse cenário.
No retrato do INE, fica claro que são crianças e jovens os mais "afetados" pelo risco de pobreza: em 2018, 18,5% da população com menos de 18 anos vivia em condições de pobreza. Um número superior aos 16,9% registados na população ativa e aos 17,3% na população idosa.
No caso dos reformados, os dados do INE mostram que 15 em cada 100 pensionistas enfrentavam o risco de pobreza em 2018. Já no caso dos desempregados, o relatório alerta para um "novo aumento de risco de pobreza", para os 47,5% em 2018 - ou seja, quase metade.
FICHA TÉCNICA
Objetivo: Sondagem realizada pela Intercampus para o CM e a CMTV, com o objetivo de conhecer a opinião dos portugueses sobre diversos temas da política nacional incluindo a intenção de voto em eleições legislativas.
Universo: População portuguesa, com 18 ou mais anos, eleitoralmente recenseada, residente em Portugal continental.
Amostra: É constituída por 620 entrevistas, com a seguinte distribuição: 294 a homens e 326 a mulheres;137 a pessoas entre os 18 e os 34 anos, 227 entre os 35 e os 54 anos e 256 a pessoas com 55 ou mais anos; 236 no Norte, 144 no Centro, 168 em Lisboa, 46 no Alentejo e 26 no Algarve.
Seleção da amostra: A seleção do lar fez-se através da geração aleatória de números de telefone fixo/móvel. No lar a seleção do respondente foi realizada através do método de quotas de género e idade (3 grupos). Foi elaborada uma matriz de quotas por região (NUTS II), género e idade, com base nos dados do Recenseamento Eleitoral da população portuguesa (31/12/2016) da Direção-Geral da Administração Interna (DGAI).
Recolha da informação: Através de entrevista telefónica, em total privacidade, através do sistema CATI. Os trabalhos de campo decorreram entre 5 e 9 de maio de 2020.
Margem de erro: O erro máximo de amostragem, para um intervalo de confiança de 95%, é cerca de 3,9% Taxa de resposta 67%
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