Uso de reservas de petróleo pelo G7 resulta de reflexão extremamente coordenada, diz ministro francês

Também a Alemanha vai libertar parte das suas reservas estratégicas de petróleo devido ao forte aumento dos preços da energia.

11 de março de 2026 às 13:13
Plataforma industrial de petróleo e gás Foto: Getty Images
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Os anúncios feitos por alguns países do G7 de utilizar parte das suas reservas estratégicas de petróleo "inscrevem-se, sem dúvida, numa reflexão extremamente coordenada", afirmou esta quarta-feira o ministro da Economia francês, Roland Lescure.

Também a Alemanha vai libertar parte das suas reservas estratégicas de petróleo devido ao forte aumento dos preços da energia provocado pela guerra no Médio Oriente, anunciou, esta quarta-feira a ministra da Economia, Katherina Reiche.

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"A Agência Internacional de Energia (AIE) solicitou na terça-feira à noite aos seus Estados-Membros que libertassem reservas de petróleo no valor de 400 milhões de barris, ou seja, pouco mais de 54 milhões de toneladas", afirmou.

"Vamos dar seguimento a este pedido e dar o nosso contributo, pois a Alemanha adere ao princípio fundamental mais importante da AIE: a solidariedade mútua", acrescentou.

Os preços do petróleo voltaram esta quarta-feira a subir, novamente impulsionados pela guerra no Médio Oriente, que paralisa o estreito de Ormuz, via de transporte crucial para os hidrocarbonetos, perto da qual vários navios foram novamente atingidos.

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"No domínio do abastecimento de petróleo, a situação é tensa. O estreito de Ormuz está atualmente impraticável. O preço mundial aumentou mais de 30%", reconheceu Katherina Reiche.

As autoridades japonesas também planeiam recorrer às suas reservas de petróleo bruto na próxima segunda-feira, numa tentativa de estabilizar os preços do petróleo, afirmou esta quarta-feira a primeira-ministra do país, Sanae Takaichi.

Em declarações à imprensa japonesa, Takaichi explicou que a medida é uma resposta à escalada do conflito no Irão e às restrições ao tráfego de mercadorias pelo estreito de Ormuz.

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O Governo japonês também pretende tomar medidas para limitar o preço do combustível a 170 ienes (cerca de um euro) por litro.

O anúncio surgiu após os membros do G7 (as sete economias mais desenvolvidas) terem afirmado na terça-feira que apoiam que a AIE tome "medidas proativas" para enfrentar a situação do mercado energético, "incluindo o uso de recursos das reservas estratégicas" que os seus membros possuem, cobrindo 90 dias de abastecimento.

A subida do preço do petróleo foi consequência dos ataques de Israel e dos Estados Unidos contra Teerão no final do mês de fevereiro.

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O Irão respondeu aos ataques visando Israel e alvos dos Estados Unidos na região.

Por volta das 10:10 (hora de Lisboa), o preço do barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em maio, subiu 3,86%, para 91,19 dólares.

O seu equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate, para entrega no mesmo mês, ganhou 4,58%, para 87,27 dólares.

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