Valor do subsídio de doença conhecido na hora

Beneficiário tem também acesso à forma como foi calculado a prestação de doença. No caso dos acidentes de trabalho, formulário pode ser preenchido online.

16 de março de 2026 às 01:30
Segurança Social Foto: Pedro Catarino
Partilhar

Os trabalhadores que adoecerem podem saber quanto vão receber de subsídio de doença assim que a ‘baixa’ entra no sistema da Segurança Social. Ou seja, pouco tempo depois dos serviços médicos inserirem na plataforma do Ministério da Saúde o Certificado de Incapacidade Temporária (CIT).

As informação sobre o valor do subsídio de doença e da forma foi calculado passaram a estar disponíveis na área pessoal dos beneficiários no portal da Segurança Social, confirma ao Correio da Manhã o presidente do Instituto de Informática, Luís Farrajota, adiantando que são recebidos cerca de 400 mil atestados de incapacidade por mês do Ministério da Saúde.

Pub

Para além do período de início e fim da baixa, os beneficiários ficam ainda a saber qual o valor da sua remuneração base - que serve de referência à atribuição do subsídio - e qual a percentagem aplicada a cada período, uma vez que os valores diferem em função dos dias que constam do certificado, variando entre um mínimo de 55% e um máximo de 75%.

Com esta informação disponível online, deixam de ser necessárias deslocações, telefonemas ou e-mails para saber o valor do subsídio de doença, dias antes de ser pago, como acontecia.

Por outro lado, no caso dos acidentes de trabalho, passou ser possível preencher e submeter online o respetivo formulário, reduzindo a necessidade de deslocação e o uso de papel. Um documento de preenchimento agora mais simples, afirma Luís Farrajota, admitindo que o anterior “era complicado”.

Pub

As novas informações inserem-se numa política de transparência, sublinha o responsável pelo Instituto de Informática da Segurança Social, “mostrando ao cidadão como é que o Estado calcula a prestação (de doença) e permitindo-lhe acompanhar o processo sem ter de se deslocar aos serviços”. Por outro lado, é uma manifestação da interoperabilidade entre os serviços públicos, neste caso entre o Ministério da Saúde e a Segurança Social.

Contribuintes vão ajudar serviços nas soluções

Os cidadãos e as empresas que queiram contribuir para melhorar a resposta online da Segurança Social poderão agora fazê-lo inscrevendo-se na Bolsa de Pioneiros Digitais, disponível na página oficial. Através da experiência dos utilizadores, será possível dar resposta às necessidades sentidas. E contribuições não deverão faltar uma vez que, segundo Luís Farrajota, já recebem milhares de mail com sugestões. 

Pub

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar