Vender marca na América

Wearplay, Acorfato, Dr. Kid, Patachou, Petit Patapon – estas foram algumas das marcas portuguesas que estiveram de segunda a quinta-feira na maior feira têxtil do Mundo, a Magic Las Vegas, que se realiza duas vezes por ano (Fevereiro e Agosto).

03 de setembro de 2006 às 00:00
Vender marca na América Foto: d.r.
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“A qualidade já não é nem pode ser um objectivo para o têxtil. Para nós já é um dado adquirido, porque não há outra forma de vender o produto”, diz José Armindo, da Inarbel, empresa de Vila Boa de Quires, Marco de Canaveses, que desenvolve a marca Dr. Kid. “Já temos seis agentes nos EUA e México e a Dr. Kid já é o maior cliente da nossa empresa”, sublinha. A Inarbel tem 200 trabalhadores, uns cinco milhões de euros de facturação e esteve pela quinta vez na Magic, as cinco deslocações até agora organizadas pela Selectiva Moda, uma associação constituída pela Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP) e pela Associação Nacional da Indústria de Lanifícios (ANIL) com o apoio do Prime e que já ajudou cerca de 40 empresas a irem a Las Vegas. “Nestas feiras tem que se ser persistente. Os negócios não aparecem à primeira e por isso continuarei a vir cá”, diz José Armindo.

Um caso evidente de sucesso à primeira foi a Wearplay, de Guimarães, cujos jeans conquistaram de imediato grande admiração na sua estreia. “Ao fim de duas horas de feira já tínhamos notas de encomenda e já percebemos que temos por onde expandir aqui na América”, rejubilava Nuno Azevedo no seu ‘stand’. A Wearplay, de Guimarães, também tem lojas próprias em Portugal já com grande sucesso.

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A Patachou, representada na feira da cidade do jogo pelas jovens Alexandra Fernandes e Marta Silva, também trouxe encomendas e uma sensação de grande aceitação para a sua colecção. Vender marcas portuguesas na América é um caminho possível para o têxtil.

A PLAYBOY DE VESTIR

A Magic desenrola-se no Centro de Convenções de Las Vegas e no vizinho Hotel Hilton e são várias feiras (homem, senhora, criança) e tem cerca de 100 mil visitantes especialmente americanos. E tem algumas particularidades: há um ‘stand’ da Playboy (que afinal também veste e tem lojas...), tem uma zona ligada à moda e cultura ‘black’, há um pavilhão para a produção de baixo custo (China e afins).

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A Acorfato, de Tábua, esteve pela primeira vez na Magic com uma colecção de fatos (homem e senhora) cuja qualidade é desde logo atestada pelos seus tecidos Cerruti. “Os nossos concorrentes são os franceses e os italianos, porque nós ainda podemos vender qualidade um pouco mais barata”, diz António Ferreira, consultor que fez a despesa da representação da empresa. “Apercebi-me aqui que há um nicho de mercado para grupos de pequenas lojas nos EUA, que põem outro tipo de problemas mas que pode ser interessante para nós. Na próxima feira viremos melhor preparados para isso”, sublinha.

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