Vieira Monteiro nega pedido de resolução do Banif
Presidente do Santander Totta ouvido na comissão de inquérito.
O presidente executivo do Santander Totta garante nunca ter estado em nenhuma reunião com responsáveis das autoridades de supervisão ou com o Governo em que fosse discutida a medida de resolução do Banif.
Vieira Monteiro garantiu no Parlamento que quando foi chamado ao Banco de Portugal, na noite do dia 18 de dezembro de 2015, a intervenção pública no banco já tinha sido decidida pelo regulador e pelo Executivo.
"Essa reunião não tratou de decidir a medida de resolução, mas de discutir a abertura do processo de venda de ativos. O banco Santander Totta não esteve presente em qualquer reunião onde tenha sido tomada a decisão de adotar a medida de resolução do Banif", adiantou o banqueiro aos deputados da comissão de inquérito.
Vieira Monteiro rejeitou também a ideia de que o banco espanhol tenha pressionado as autoridades europeias para intercederem a favor do Banif no processo de venda, adiantando que das vezes que falou com a Direção geral da Concorrência foi através de um telemóvel disponibilizado por responsáveis do Banco de Portugal e que a conversa ocorreu "em alta voz".
O presidente executivo do Santander Totta garantiu também que todas as exigências que o banco fez foram postas de lado quando a venda deixou de ser voluntária para ser feita no âmbito da resolução. A única exigência o Santander Totta fez, diz Vieira Monteiro, foi recusar que o processo fosse considerado uma ajuda de estado, o que sujeitaria o banco espanhol a restrições.
"Quando percebemos que havia essa possibilidade, estivemos para nos levantar e ir embora", reconheceu Vieira Monteiro.
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