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Correio da Manhã

Economia
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Apenas 23 comboios circularam no Porto como serviços mínimos

Apenas os 23 comboios definidos como serviços mínimos circularam esta sexta-feira de manhã no Grande Porto devido à greve da CP, disse à Lusa fonte da empresa.
23 de Dezembro de 2011 às 09:36
Estão decretados os serviços mínimos
Estão decretados os serviços mínimos FOTO: d.r.

Segundo a porta-voz Ana Portela, nos comboios urbanos do Porto, "até  às 8 horas, estavam previstos 23 comboios de serviços mínimos, que se realizaram  todos".  

Contactado pela Lusa, Ilídio Pinto, do Sindicato Nacional dos Maquinistas  (SMAQ), afirmou que "a adesão à greve é de 100 por cento", sendo que esta  manhã "apenas funcionaram os serviços mínimos".  

Esta greve, considerou o sindicalista, demonstra que "os maquinistas  sabem o que querem e que quando há greve é para aderir".  

A paralisação prolonga-se até domingo, dia de Natal, estando já marcado  um novo período de greve para 01 de Janeiro, bem como ao trabalho extraordinário  até ao final deste mês.  

A CP e sindicato estiveram reunidos durante a noite de quinta-feira,  sem chegar a consenso, depois de a empresa ter convocado a estrutura para  uma reunião às 19 horas, após ambas as partes terem manifestado vontade de  negociar.  

A reunião foi interrompida às 22h15, a pedido do sindicato, que indicou  posteriormente à Lusa, e antes de a reunião ter sido dado como terminada,  que decidira manter a greve porque não aceitava a contraproposta da CP relativa  aos processos disciplinares instaurados aos maquinistas, e que estão na  origem da paralisação.   O sindicato exige que a transportadora reavalie todos os processos  disciplinares, visando o seu arquivamento, no respeito pelos acordos firmados  a 21 de Abril e 09 de Junho.  

Mas, segundo o presidente da estrutura, António Medeiros, a empresa  apenas se compromete a arquivar os processos que considera, a seu modo,  terem irregularidades.  

De acordo com o Sindicato dos Maquinistas, foram instaurados processos  disciplinares a 200 maquinistas, por, entre outros motivos, não terem cumprido  os serviços mínimos decretados em greves anteriores e por não terem comparecido  no seu local habitual de trabalho.  

Desde Fevereiro, as greves na CP já causaram um prejuízo acima dos  dois milhões de euros, de acordo com a transportadora.  

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