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Correio da Manhã

Economia
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Presidente da CGD diz que comissões do banco público vão aumentar 2% este ano

Responsável pelo banco público disse ainda que os custos financeiros nunca foram tão baixos.
22 de Outubro de 2019 às 15:41
Paulo Macedo
Paulo Macedo
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Paulo Macedo
O presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD) disse esta terça-feira que o banco público prevê aumentar as suas comissões em cerca de 2% este ano e referiu que mais de dois milhões de clientes estão isentos destes encargos.

"Até ao semestre o aumento foi menos de 1% e até fim do ano será dois ou pouco mais por cento", afirmou Paulo Macedo aos jornalistas à margem da conferência Banca do Futuro, organizada pelo Jornal de Negócios, em Lisboa.

O responsável pelo banco público disse ainda que os custos financeiros nunca foram tão baixos nem para empresas nem para as famílias, beneficiadas pelo contexto de baixas taxas de juro, mas também pelos 'spreads' (margem de lucro comercial) mais baixos cobrados pelos bancos.

Este mês, quando foi conhecido um novo e polémico aumento de comissões pela CGD, Macedo recusou veementemente que tenha havido um "aumento brutal" das comissões bancárias e classificou de "desinformação" essas notícias.

"Não houve qualquer aumento brutal das comissões cobradas pela CGD", disse Paulo Macedo em declarações à agência Lusa, em Madrid, à margem da conferência de imprensa que assinalou a conclusão da venda da filial espanhola do banco português, o Banco Caixa Geral (BCG), ao Abanca.

O presidente da CGD explicou que o aumento das comissões foi de 2,3% em 2018 e será na ordem dos 3-4% em 2019 e em 2020, sendo "totalmente desinformação os aumentos de 73%" noticiados.

O rendimento líquido da CGD com comissões e serviços aumentou 13% entre 2015 e 2018, o que corresponde a cerca de 46 milhões de euros, de acordo com os Relatórios e Contas do banco público.

Segundo o Relatório e Contas da CGD de 2015, os rendimentos do banco público com serviços e comissões atingiram os 440,2 milhões de euros, ao passo que os encargos atingiram os 92,7 milhões, resultando num rendimento líquido de 347,5 milhões de euros.

Já em 2018, os rendimentos resultantes de serviços e comissões atingiram os 483,02 milhões de euros, tendo os encargos diminuído para os 89,1 milhões, o que resulta num rendimento líquido de 393,8 milhões de euros.

Assim, a subida dos rendimentos com comissões e serviços entre 2015 e 2018 foi de 46,3 milhões de euros.
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