Taxa dos novos depósitos a prazo recuou pelo quarto mês consecutivo.
A taxa de juro do crédito à habitação em Portugal foi em abril inferior à da zona euro pela primeira vez desde setembro de 2022, tendo a taxa dos novos depósitos a prazo recuado pelo quarto mês consecutivo.
Segundo dados divulgados esta quarta-feira pelo Banco de Portugal (BdP), a taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação (incluindo contratos totalmente novos e contratos renegociados) passou de 3,88% em março para 3,75% em abril, sendo que, pela primeira vez desde setembro de 2022, a taxa de juro da área do euro (que se fixou em 3,77%) foi superior à registada em Portugal.
Já a taxa de juro média dos novos contratos de crédito à habitação diminuiu 0,05 pontos percentuais, fixando-se em 3,63%, enquanto nos contratos renegociados a taxa de juro média reduziu-se 0,25 pontos percentuais, para 4,05%.
Nos empréstimos ao consumo, a taxa média de novas operações foi de 9,63% em abril (9,54% em março). Nos empréstimos para outros fins, a taxa de juro média diminuiu 0,19 pontos percentuais, para 4,89%.
As novas operações de empréstimos aos particulares totalizaram 2.588 milhões de euros em abril, menos 67 milhões do que em março.
O montante dos novos contratos de empréstimos a particulares aumentou 71 milhões de euros, para 2.061 milhões, registando-se subidas nas finalidades de habitação (+31 milhões de euros para 1.339 milhões), consumo (+30 milhões de euros para 491 milhões) e outros fins (+10 milhões de euros para 231 milhões).
Quanto às renegociações de crédito, diminuíram 138 milhões de euros, totalizando 527 milhões de euros em abril, sobretudo devido à quebra nas renegociações de crédito à habitação, que diminuíram 129 milhões de euros relativamente a março, para 484 milhões de euros.
Os dados hoje divulgados pelo BdP apontam ainda que, em abril, a taxa de juro média dos novos depósitos a prazo de particulares reduziu-se pelo quarto mês consecutivo, passando de 2,77% em março para 2,75%.
O montante de novas operações de depósitos a prazo de particulares totalizou 10.645 milhões de euros em abril, um aumento de 2.947 milhões de euros em relação ao mês anterior determinado, "em grande medida, pela reaplicação em depósitos a prazo de montantes anteriormente aplicados em depósitos deste tipo e que atingiram a maturidade em abril sem renovação automática".
Nos novos depósitos com prazo até um ano, a taxa de juro média diminuiu 0,01 pontos percentuais, para 2,79%, continuando esta a ser a classe de prazo com a remuneração média mais elevada, representando 96% dos novos depósitos em abril.
Já nos novos depósitos de um a dois anos, a taxa de juro média diminuiu 0,18 pontos percentuais, de 2,21% para 2,03%, enquanto a remuneração média dos novos depósitos a mais de dois anos cresceu de 1,98% para 2,01%, embora esta classe de depósitos tenha continuado a apresentar um peso residual nos novos depósitos de particulares (0,36%).
No conjunto dos países da área do euro, a taxa de juro média dos novos depósitos recuou 0,05 pontos percentuais, registando assim uma queda superior à verificada em Portugal e fixando-se em 3,11%.
Segundo o BdP, "Portugal manteve a sua posição relativa face aos restantes países da área do euro".
Relativamente aos empréstimos às empresas, a taxa de juro média das novas operações decresceu 0,10 pontos percentuais (de 5,72%, em março, para 5,62% em abril), tendo o seu montante ascendido a 1.882 milhões de euros, mais 44 milhões de euros face ao mês anterior.
Quanto à remuneração média dos novos depósitos a prazo de empresas, aumentou 0,01 pontos percentuais entre março e abril, de 3,38% para 3,39% em abril.
As novas operações de depósitos totalizaram 7.985 milhões de euros em abril, mais 1.627 milhões do que no mês anterior, tendo os depósitos a prazo até um ano representado 99% dos novos depósitos a prazo de empresas.
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