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Cesta de alimentos básicos mais cara 22 euros em dois anos

Cabaz de alimentos monitorizado pela Deco/Proteste chegou esta semana aos 228,06 euros, contra 205,54 em 2022.

21 de julho de 2024 às 01:30
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Cesta de alimentos básicos mais cara 22 euros em dois anos

Os preços dos produtos alimentares mantêm a tendência de subida, ainda que de forma mais suave face aos primeiros meses de 2024. É o que mostra a monitorização semanal da Deco/Proteste a um cabaz de compras composto por 63 bens essenciais. Na semana que agora termina, a cesta de alimentos atingiu o valor 228,06 euros, mais 11 euros face ao mesmo período de 2023 (216,86 €) e mais 22 euros do que há dois anos (205,54 €).

Tal como revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE), a inflação no mês passado baixou para 2,7%. Quer isto dizer que os preços de bens e serviços continuaram a subir, embora de uma forma menos expressiva. O problema é que na altura de ir às compras, os consumidores têm de pagar não só os acréscimos mais recentes, mas também os valores acumulados ao longo dos últimos dois anos.

É este contexto que explica que para o mesmo cabaz de 63 bens essenciais seja hoje preciso gastar mais 22 euros do que em julho de 2022, um acréscimo na ordem dos 10%, tendo em conta os valores apurados pela Deco/Proteste, que passou a monitorizar a evolução semanal dos preços após a invasão da Ucrânia pela Rússia.

Depois da pandemia da Covid-19, a guerra veio agravar ainda mais as perturbações nos mercados internacionais, fazendo disparar os preços dos alimentos e da energia, com as naturais consequências negativas nos orçamentos familiares.

Relembre-se que a cesta de compras da Deco inclui carne, congelados, frutas e legumes, laticínios, mercearia e peixe.

Esta semana, os cereais, as salsichas e o azeite foram os produtos que registaram maiores aumentos percentuais face à semana anterior, sendo que o azeite virgem extra custa agora mais 51% do que há um ano e mais 108% face ao início do conflito desencadeado pela Rússia na Ucrânia.

Preços de bens continuam a subir embora de forma mais suavizada

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