Depósitos a um ano constituem 96% do total das novas operações, segundo o Banco de Portugal.
A taxa de juro média dos novos depósitos a prazo caiu em janeiro para 1,34%, uma redução de 0,02 pontos percentuais. Portugal continua a ser um dos países que pior remunera as poupanças dos particulares, apenas à frente do Chipre, Eslovénia e Grécia, de acordo com a informação divulgada esta quarta feira pelo Banco de Portugal (BdP).
A tendência de descida dos depósitos a prazo iniciou-se em dezembro de 2023, quando a taxa de juro atingiu 3,08%, o valor mais alto desde julho de 2012. Nos novos depósitos até um ano - que representaram 96% do total dos depósitos efetuados em janeiro por particulares - a taxa de juro média também recuou 0,02 pp, para 1,35%.
Em contrapartida, a descida da taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação representou uma boa notícia para quem pediu empréstimos para comprar casa. "A taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação, que inclui novos contratos e renegociados, atingiu em janeiro 2,83%, contra 2,85% em dezembro e 3,23% no mesmo mês de 2025", lê-se na informação divulgada esta quarta-feira, pela instituição liderada por Álvaro Santos Pereira.
Na área do Euro, concretiza ainda, "a taxa de juro média aumentou 0,06 pontos percentuais em cadeia, para 3,36%, tendo Portugal apresentado a quarta taxa de juro média mais baixa para as novas operações de empréstimos à habitação - 0,53 pontos percentuais abaixo da média -, atrás de Malta, Espanha e Finlândia".
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