Barra Cofina

Correio da Manhã

Economia
3

573 mil pessoas afectadas

A reestruturação vai atingir os 573 mil funcionários da Administração Central e não apenas os relativos aos 187 organismos extintos, afirmou ontem o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos.
1 de Abril de 2006 às 00:00
O objectivo do Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado (PRACE) é a racionalização dos serviços “não é libertar ou mandar para a rua funcionários públicos”, garantiu ontem o ministro.
Mas implica que os funcionários sejam redistribuídos pelos organismos existentes e, nesse sentido, acabará por envolver todos os funcionários. Por outro lado, o Governo ainda vai alterar, nomeadamente, as direcções de serviços. “Ainda não terminámos o trabalho, ainda não entrámos ao nível micro.”
“Anualmente, cerca de 20 mil pessoas saem”, recordou, frisando que será pela introdução da regra do “por cada dois que saem só entra um” que a redução será feita.
No entanto, sublinhou, “não se trata de uma aplicação cega da regra”. Segundo Teixeira dos Santos, serão criados cinco níveis de prioridade que serão aplicados a par da regra”. Ou seja, há sectores, como o da Saúde, em que com a saída de dois médicos, ou enfermeiros, poderão entrar um, dois ou até mais funcionários, explicou.
REACÇÕES
PRIVADOS BENEFICIAM
Carvalho da Silva considera que, no âmbito do PRACE, “são estendidas passadeiras ao sector económico e financeiro no sector privado” para fazer parte da estrutura da administração pública” entregando-lhe “uma fatia do Orçamento de Estado, ou seja, do dinheiro dos impostos”.
MERO PRETEXTO
Jorge Santos, do Sindicato da Agricultura, Alimentação e Florestas, teme que o “espectáculo” do PRACE seja “mero pretexto” para o Governo efectuar, “de uma forma cega, despedimentos gratuitos, mobilidades abusivas de pessoal, dinamização de um quadro de excedentes”.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)