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Correio da Manhã

Economia
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750 mil milhões compram dívida

A União Europeia (UE) pode comprar o valor recorde de 750 mil milhões de euros em dívida de Espanha e de Itália.
21 de Junho de 2012 às 01:00
Mario Monti e Mariano Rajoy podem conseguir financiamento mais barato com proposta italiana
Mario Monti e Mariano Rajoy podem conseguir financiamento mais barato com proposta italiana FOTO: François Lenoir/Reuters

A proposta, do primeiro-ministro italiano, Mario Monti, surgiu ontem no encontro do G20, com o objectivo de dar tempo aos dois países para orientarem contas e controlarem as taxas de juro a que estão a financiar-se. A informação conseguiu o resultado pretendido, com os mercados a reagirem positivamente, aliviando os juros de Espanha para a maior baixa desde Dezembro.

Segundo a proposta, o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) contribuirá com 250 mil milhões de euros e o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) com 500 mil milhões. Ainda sem confirmação oficial de Bruxelas, a proposta já foi reconhecida pelo presidente francês, François Hollande. "A Itália lançou uma ideia que vale a pena analisar. Estamos a ver formas de usar o MEE para isso." Também o primeiro-ministro espanhol admitiu que todas as possibilidades se encontram em cima da mesa. "Estamos a negociar e temos de ver qual será o mecanismo, se o FEEF, MEE, ou outro", admitiu Mariano Rajoy.

Alemanha, França, Itália e Espanha reúnem-se amanhã em Roma, mas aumentam as pressões para que Rajoy formalize o pedido de ajuda à Banca, embora este remeta qualquer decisão para hoje, depois de saber o resultado das auditorias independentes.

FINANÇAS PARA BANQUEIRO

O novo primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, garantiu ontem que vai "fazer tudo para que o país saia da crise". A tarefa vai estar sobretudo nas mãos do ministro das Finanças, que deverá ser o governador do Banco Central da Grécia, Vassilis Rapanos, segundo os media gregos. Rapanos terá a difícil missão de relacionar as exigências de austeridade dos credores internacionais com as aspirações dos gregos. Para já, a Grécia tem de garantir a retoma do envio dos empréstimos da linha de apoio, interrompido durante o processo eleitoral. Até 2014, o país deve cortar 11,5 mil milhões de euros, 5% do seu PIB, para reduzir o défice, mas vários responsáveis já pediram um alargamento do prazo até 2016, uma ideia que o chefe do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, já se mostrou disponível para discutir.

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