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Correio da Manhã

Economia
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“Adiar é um prejuízo mas não é dramático”

Cabaço Martins, Presidente da ANTROP reagindo ao adiamento das novas tarifas dos transportes para Fevereiro.
26 de Dezembro de 2011 às 01:00
“Adiar é um prejuízo mas não é dramático”
“Adiar é um prejuízo mas não é dramático”

Correio da Manhã – O Governo decidiu adiar por um mês a entrada em vigor dos novos preços dos transportes públicos. Como vêem os operadores privados este adiamento?

Luís Cabaço Martins – O Governo informou-nos da sua decisão de adiar. É sempre um prejuízo – será um mês sem aumentos –, mas não é dramático. E os clientes agradecem.

- Qual foi a razão invocada para este adiamento?

– O Governo disse que precisava de mais tempo para concluir a reestruturação que está prevista para os transportes públicos das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto. E nós aceitámos adiar.

– Mas o adiamento abrange só os transportes públicos dessas duas cidades?

– Não. Abrange todos os transportes públicos do País. Só haverá aumentos a partir do dia 1 de Fevereiro.

– Há transportadores da zona de Lisboa, como a Rodoviária de Lisboa, a Vimeca Transportes e a Scotturb, que já estão a anunciar aumentos, embora não adiantem o valor...

– Sim, para avisar as pessoas de que haverá aumentos. Mas as novas tarifas só entrarão em vigor a 1 de Fevereiro.

– Que aumento propôs a Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros (ANTROP)?

– Prefiro não referir porque ainda não está decidido, mas posso dizer que resulta da aplicação da fórmula que acordámos com os anteriores governos.

– Reflecte a variação dos preços dos combustíveis?

– Sim, mas também a inflação. Mas vamos aguardar o que o Governo tem para nos dizer, tanto mais que se preparam alterações tarifárias que podem ter impacto na estrutura de custos dos transportadores.

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