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Correio da Manhã

Economia
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Administrador da BDO nega prestação de informações falsas

A BDO ao pagamento de 70.000 euros por prestação de informações falsas
30 de Outubro de 2014 às 17:56
Escritório da BDO na Av. da República
Escritório da BDO na Av. da República FOTO: João Cortesão

Um dos administradores da BDO, Pedro Aleixo Dias, negou esta quinta-feira em tribunal ter havido prestação de informações falsas durante a inspeção do Conselho Nacional de Supervisão e Auditoria aos serviços prestados a sociedades do universo BPN.

O gerente da BDO - Sociedade de Revisores Oficiais de Contas foi constituído arguido no processo em que o CNSA condenou a BDO ao pagamento de 70.000 euros por prestação de informações falsas sobre serviços prestados às sociedades do subgrupo BPN (Banco Português de Negócios) e do grupo SLN (Sociedade Lusa de Negócios, detentora do BPN SGPS), relativos ao exercício de 2007, em concreto por ter tentado ocultar o seu verdadeiro envolvimento na execução dos trabalhos de auditoria ao BPN Cayman.

No processo que se iniciou esta quinta-feira no Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão, a BDO recorre da contraordenação aplicada, alegando que se limitou a prestar um serviço à BDO Tortuga, com sede nas ilhas Caimão, firma que prestou o serviço de auditoria ao exercício de 2007 do BPN Cayman.

Sublinhando que as firmas da rede internacional, como é o caso da BDO Tortuga, são totalmente independentes, em termos de jurisdição e de gestão, a sociedade declara que, em relação à auditoria ao BPN Cayman, apenas colocou à disposição técnicos em regime de subcontratação para acompanharem a recolha de documentação e a circularização em Portugal, trabalho desenvolvido sob supervisão e responsabilidade da Tortuga, argumento hoje reafirmado em tribunal.

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