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Correio da Manhã

Economia
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Agricultores ganham mais 672 milhões de euros

Comissão Europeia corta 15% no desenvolvimento rural mas aumenta pagamentos a agricultores.
Beatriz Ferreira e Salomé Pinto 2 de Junho de 2018 às 01:30
Agricultor
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A Comissão Europeia vai atribuir mais 672 milhões de euros a Portugal no âmbito da Política Agrícola Comum (PAC) para o próximo quadro comunitário, que vai vigorar de 2021 a 2027. Bruxelas propõe, porém, um corte de 15% para o desenvolvimento das zonas rurais (segundo pilar), mas aumenta em 2,7% os pagamentos diretos a agricultores (primeiro pilar) a que acresce um financiamento de 1,1 mil milhões de euros para medidas de apoio ao mercado.

Na proposta apresentada ontem, a Comissão Europeia sugere verbas para o País acima dos 8,8 mil milhões de euros, mais 672 milhões de euros face aos 8,16 mil milhões atribuídos no orçamento em vigor.

Para os agricultores está prevista uma verba de 4,2 mil milhões, acima dos 4,1 mil milhões do quadro plurianual anterior (2014-2020). Mas as zonas rurais vão sofrer uma redução de 15%: Bruxelas propõe 3,4 mil milhões de euros, isto é, menos 606 milhões de euros.

Porém, José Manuel Fernandes, eurodeputado do PSD, revelou ao CM que o "corte poderá ser superior", uma vez que os cálculos não têm em conta os preços constantes (que têm em conta o efeito da inflação).

O Ministério da Agricultura considera a proposta "boa para os agricultores", mas "má" para as contas nacionais, uma vez que a taxa de cofinanciamento para o segundo pilar passa de 15% para 30%.

Ou seja, durante sete anos vão sair 763 milhões do Orçamento do Estado para pagar estes apoios.


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