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Correio da Manhã

Economia
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Agricultura pode ser "almofada" para as dificuldades do país

O secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Daniel Campelo, defendeu este sábado, em Celorico de Basto, que a aposta na agricultura pode constituir "uma almofada económica" para as dificuldades que o país atravessa.

4 de Fevereiro de 2012 às 15:54
Daniel Campelo recordou que existem em Portugal 125 mil hectares de superfície agrícola que não está a ser explorada
Daniel Campelo recordou que existem em Portugal 125 mil hectares de superfície agrícola que não está a ser explorada FOTO: Vasco Neves

"O país pode produzir mais bens alimentares e se o fizer vai importar menos, criando mais independência económica e política", afirmou o secretário de Estado.

Em declarações, à margem da inauguração de um parque de lazer em Celorico de Basto, o governante disse estar certo de que "o país poderá encontrar uma forma de sair da crise se investir no mundo rural".

Daniel Campelo recordou que existem em Portugal 125 mil hectares de superfície agrícola que não está a ser explorada e 1,25 milhões de hectares de floresta abandonada ou mal gerida.

Apontando o exemplo do sector florestal, que já exporta mais do que o calçado ou o têxtil, perfazendo 11 por cento do total nacional, o secretário de Estado revelou que a produção da floresta portuguesa pode crescer mais 30 a 50 por cento.

"Temos aqui uma grande oportunidade de ajudar o país a conquistar essa independência económica", afirmou, referindo-se ao potencial da indústria ligada à floresta.

"Há uma grande riqueza que pode crescer se o país quiser", acrescentou, apelando a um esforço articulado do Governo, autarquias e associações do sector para potenciar os activos do mundo rural.

Daniel Campelo adiantou ainda que, em colaboração com os municípios, está a trabalhar num projecto que prevê criar uma bolsa de terras agrícolas.

O projecto passa pela criação de entidades às escalas regional e municipal que façam a gestão dessas áreas, permitindo que terrenos não cultivados possam ser disponibilizados a jovens agricultores e a outros profissionais do sector que queiram ampliar as suas explorações.

"Temos de dar um salto no sentido de olharmos para o território e vermos de que forma podemos pô-lo a fixar mais as pessoas e a dar mais riqueza, defendeu o secretário de Estado.

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