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Correio da Manhã

Economia
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Alemanha preparada para ajudar num novo resgate à Grécia

A Alemanha está preparada para contribuir num segundo plano de resgate à Grécia, sempre e quando o sector privado participar, afirmou nesta terça-feira o seu ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble, citado pela agência Efe.
14 de Junho de 2011 às 16:45
Governante alemão reconheceu que todas as medidas e ajudas são insuficientes se a Grécia não fortalecer o seu crescimento económico
Governante alemão reconheceu que todas as medidas e ajudas são insuficientes se a Grécia não fortalecer o seu crescimento económico FOTO: d.r.

"O Governo está disposto a contribuir, o Parlamento alemão já disse que apoia a posição do Executivo" alemão, afirmou o ministro em Bruxelas,  onde participa numa reunião extraordinária dos ministros da zona euro, convocada para estudar a ajuda à Grécia.  

Wolfang Schäuble acrescentou que não espera resultados concretos sobre um novo plano de ajuda para a Grécia. "Não teremos que tomar una decisão hoje sobre isso", explicou. "A única decisão que teremos que tomar é sobre a próxima tranche" de 12 mil milhões de euros previsto para julho, acrescentou.

Os ministros da Economia e Finanças preparam a decisão que o eurogrupo tomará na reunião do próximo dia 20.  

A troika, composta pelo Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e pela Comissão Europeia - constatou que são necessárias mais medidas, mas sobre isto "decidiremos na próxima semana", acrescentou Schäuble.  

Ainda de acordo com a Efe, o governante alemão reconheceu que todas as medidas e ajudas são insuficientes se a Grécia não fortalecer o seu crescimento económico.  

"Sem um desenvolvimento económico adequado tudo isto não serve para nada", e, "naturalmente, a participação do sector privado faz parte de um  futuro programa (de ajuda) adicional", sublinhou o ministro, acrescentando que os detalhes serão conhecidos na próxima semana.  

A preparação de um novo plano de resgate começa esta terça-feira na reunião extraordinária do eurogrupo. A decisão será "difícil" mas "responsável", concluiu.  

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