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Correio da Manhã

Economia
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Ameaçados 120 empregos em Ovar

O sócio-gerente da CEML em Ovar (empresa que se dedica à produção de cablagens e materiais para a indústria eléctrica) ameaça despedir colectivamente 120 funcionários se a SBPT, empresa para a qual presta serviços, não renegociar o contrato que liga as duas partes.
26 de Março de 2007 às 00:00
A CEML começou a trabalhar como subcontratada há dez anos para a então SCBO, sustentada num contrato bianual renovável automaticamente, caso nenhuma das partes o denunciasse com seis meses de antecedência. As máquinas e materiais são da SCBO e o espaço de dois mil metros quadrados no Parque Industrial da Pardala (ex-Philips) foi alugado pela CEML.
Em Julho de 2006 os espanhóis da Bobitrans compraram a SCBO transferindo-a para a unipessoal SBPT. Artur Santiago aceitou continuar a trabalhar nas condições que tinha acordado anteriormente com a SCBO, usando um pequeno espaço ao lado do seu, depois de ter sido autorizado verbalmente.
Agora e SBPT pediu que libertasse este espaço e Artur Santiago resolveu promover um braço-de-ferro parando a produção na unidade da Pardala e mantendo a laboração na sua unidade da Zona Industrial de Ovar com outros clientes.
Artur Santiago alega que a empresa espanhola quer deslocalizar a produção que tem em Ovar para Estarreja, onde comprou um terreno.
DENUNICADA "ATITUDE IRRESPONSÁVEL"
“Uma atitude irresponsável pela qual só o senhor Artur Santiago pode responder”, afirmam Paulo Brás e Angel Valgañón, responsáveis da SBPT em Portugal, ao mesmo tempo que negam peremptoriamente a compra do terreno em Estarreja, explicando que apenas foi efectuada uma proposta, como foi feita a outros municípios entre os quais Ovar. Garantem que no espaço em causa apenas trabalhavam 11 ou 12 funcionários.
Afirmam que em Janeiro anunciaram que pretendiam denunciar o contrato que termina em Julho, cumprindo assim os seis meses de antecedência.
Tudo por causa de “problemas de qualidade”, aliados à “demora ou mesmo ausência de respostas a diversas situações”, bem como a falta de disponibilidade “para discutirem uma redução de custo”. A SBPT acusa ainda, em documento enviado à CEML, que foi “impedida de fazer a verificação normal ao equipamento nas instalações da subcontratada”.
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