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Correio da Manhã

Economia
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América com plano de salvação aprovado

Está em marcha o plano norte-americano para tentar estancar a crise nos mercados financeiros. O plano Paulson foi ontem aprovado na Câmara dos Representantes depois de terem sido introduzidas 400 páginas de alterações para evitar que a Câmara repetisse o chumbo da passada segunda-feira. A Casa Branca aprovou o plano de saneamento financeiro nas horas seguintes.

4 de Outubro de 2008 às 00:30
A Câmara dos Representantes aprovou ontem por larga maioria o reformulado plano Paulson
A Câmara dos Representantes aprovou ontem por larga maioria o reformulado plano Paulson FOTO: Matthew Cavanaugh, EPA

As expectativas sobre o plano Paulson são elevadas, com George W. Bush, Durão Barroso e Jean-Claude Trichet, presidente do Banco Central Europeu, a afirmarem que a aprovação desta proposta era fulcral para resolver a turbulência financeira que se alastrou do continente americano para a Europa.

A Câmara dos Representantes votou por larga maioria, 263 votos contra 171, a proposta reformulada que já tinha sido aprovada no Senado. O próximo passo para implementar o plano Paulson passava pela Casa Branca. George W. Bush assinou quase de imediato o plano de saneamento do sistema financeiro, referindo-se à lei como "vital para a economia americana resistir à tempestade financeira".

O plano prevê uma injecção de 700 mil milhões de dólares para comprar os activos de maior risco detidos pelas instituições financeiras dos EUA afectadas por uma onda de clientes que não conseguem pagar as hipotecas, mas também contém 149 mil milhões de dólares em benefícios fiscais, um aumento da garantia federal sobre os depósitos bancários e alterações à legislação dos valores mobiliários.

FMI REDUZ CRESCIMENTO PORTUGUÊS PARA METADE

O Fundo Monetário Internacional (FMI) cortou a previsão de crescimento para Portugal para 2008 de 1,3%, previsão feita em Abril, para 0,7 %, menos de metade. E acredita que a desaceleração vai continuar, devendo a economia nacional crescer somente 0,6% no próximo ano.

Segundo a análise do FMI, Portugal está a sofrer as consequências da "turbulência financeira internacional".

O ministro da Economia considerou "natural" a revisão em baixa feita pela instituição liderada por Dominique Strauss-Kahn. "Com a crise financeira internacional vivemos uma conjuntura muito mais difícil", afirmou Manuel Pinho.

JUNCKER SEM CONSIDERAÇÃO POR BANQUEIROS

O presidente do Eurogrupo e primeiro-ministro do Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, disse numa entrevista a publicar hoje no ‘La Croix’ ter pelos banqueiros consideração "próxima de zero".

"Tenho pela profissão de banqueiro exactamente a mesma consideração que os banqueiros têm pela minha – próximo de zero", afirmou, mostrando-se irritado com o comportamento dos mercados financeiros desde o início da crise. Juncker participa hoje em Paris numa mini-cimeira convocada pelo presidente francês para discutir a crise, em que também estarão presentes os chefes de governo da Alemanha, Itália e da Grã-Bretanha.

NA EUROPA

REINO UNIDO

As autoridades monetárias do Reino Unido subiram ontem o seu limite de compensação para depósitos bancários para 63 mil euros por cliente e criaram um grupo para lidar com a crise.

IRLANDA

O Banco Central Irlandês anunciou ontem que a recessão na Irlanda, a pior dos últimos 25 anos, deverá durar dois anos.

ESPANHA

A economia está mais débil devido à incerteza e tensão nos mercados financeiros, segundo o Banco de Espanha.

 

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