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Correio da Manhã

Economia
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António Ramalho diz que governo não pode cometer erros

Presidente da IP diz que o "investimento nas infraestruturas é uma ditadura da procura".
19 de Novembro de 2015 às 15:50
António Ramalho
António Ramalho FOTO: Ricardo Almeida
O presidente da Infraestruturas de Portugal (IP), António Ramalho, afirmou esta quinta-feira que "o investimento nas infraestruturas é uma ditadura da procura e não uma ditadura da oferta" para explicar que o próximo Governo não pode voltar aos erros dos executivos de José Sócrates.

Para o presidente da IP, que na quarta-feira ameaçou com a sua demissão se um possível governo do PS reverter a recente fusão entre as Estradas de Portugal e a Refer, adiantou, em jeito de aviso, que "o modelo de ineficiências da gestão nos transportes tenha terminado, que prejudicou profundamente o desenvolvimento regional".

Assim, é necessário "alinhar incentivos" para os privados, dando como exemplo as ex-SCUT, em que "o incentivo a longo prazo para os privados era ter o menor número de veículos na autoestrada e receber na mesma do Estado sem ter custos de manutenção".

Por isso, António Ramalho defendeu que o serviço público "deve ser claro com incentivos claros", que o 'hinterland' ferroviário e rodoviário "não são concorrentes", pelo que se tem de "assumir compromissos de cooperação e a transformação da Refer e da Estradas de Portugal".
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