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Correio da Manhã

Economia
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APED contra farmacêuticos em hipermercados

A Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED) é inteiramente a favor da liberalização da venda de medicamentos em superfícies comerciais.
8 de Julho de 2005 às 00:00
APED está contra a presença de farmacêuticos em hipermercados
APED está contra a presença de farmacêuticos em hipermercados FOTO: Pedro Catarino
O presidente da associação acredita que esta medida vai favorecer o consumidor na medida em que poderá baixar o preço dos medicamentos vendidos em farmácias.
Luís Vieira e Silva lembra ainda que o mercado liberalizado da venda de medicamentos representa apenas sete por cento do mercado total. Por isso, está contra a possível imposição de quadros farmacêuticos nas superfícies comerciais para venda de medicamentos, uma vez que isto significaria um aumento de custos que podem não compensar uma parcela tão pequena de venda.
A APED manifestou-se igualmente preocupada com a subida do IVA. O presidente da associação referiu que este aumento vai minimizar a capacidade de competitividade nacional face a outros mercados, como o espanhol, onde a taxa de IVA é cinco pontos percentuais mais baixa do que a portuguesa.
Para Luís Vieira e Silva, também o facto de os hipermercados terem de fechar portas aos feriados e domingos à tarde prejudica a capacidade nacional de concorrência. Lembra ainda que esta decisão foi tomada para proteger os comerciantes tradicionais, mas estes não “aproveitaram” a oportunidade e muitos deles continuam a fechar as suas lojas ao fim-de-semana. Luís Vieira e Silva acrescenta ainda que a liberalização de horários podia criar quatro mil novos postos de trabalho e “devia ser deixada ao critério das operadoras.”
Em 2004, os associados da APED pagaram à Associação cerca de 50 milhões de euros em taxas.
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