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Assinados 17 acordos para a cooperação económica entre Portugal e China

Xi Jinping aproveita estadia em Portugal para defender multilateralismo e livre comércio, sem falar na guerra comercial com os EUA.

07 de dezembro de 2018 às 10:34

Sem nunca se referir diretamente à guerra comercial com os Estados Unidos, o Presidente chinês aproveitou o último dia de visita de Estado a Portugal para deixar um recado: a China é um país que defende o multilateralismo e o livre comércio. Com o governo português foram esta quarta-feira assinados 17 acordos bilaterais de cooperação.

"As duas partes vão empenhar-se na promoção e aprofundamento da parceria estratégica global entre a China e a Europa, reforçar o apoio à cooperação nas organizações internacionais, como a ONU, salvaguardar conjuntamente o multilateralismo, o livre comércio, promover a paz, desenvolvimento, estabilidade e prosperidade mundiais", frisou Xi Jinping no Palácio de Queluz, onde foi recebido pelo primeiro-ministro português, António Costa.

O chefe de Estado chinês sublinhou também que os dois países vão "aprofundar a amizade e cooperação e levar a nossa parceria estratégica global para um novo patamar". E lembrou que "apesar de o Mundo atual enfrentar diversos problemas e desafios, a China vai aderir sempre ao princípio do respeito mútuo, consultas em pé de igualdade, e persistir no desenvolvimento pacífico e cooperação".

Antes, os dois países tinham assinado uma declaração conjunta com 21 pontos em defesa da ação do secretário-geral da ONU, António Guterres, na qual repudiam o protecionismo económico.

Já o primeiro-ministro António Costa assumiu que "estão criadas as condições para um novo reforço das relações bilaterais dos pontos de vista económico, cultural ou povo a povo". E num raro momento fora do protocolo, já depois da declaração conjunta, Xi Jinping e António Costa deram um longo passeio a sós pelos jardins do Palácio Nacional de Queluz.

Portugal entra no mundo das ‘panda bonds’

E a CGD e o Bank of China assinaram um protocolo para colocar uma emissão de ‘panda bonds’ de Portugal, ou seja, obrigações emitidas na moeda chinesa.

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