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Correio da Manhã

Economia
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Atraso na mudança custa 450 mil euros

O Governo adiou pela terceira vez a mudança da Loja do Cidadão dos Restauradores para o terminal fluvial no Terreiro do Paço, em Lisboa. Com uma data inicial de mudança no final de 2012, com os sucessivos atrasos, a renda já custou cerca de 450 mil euros aos cofres públicos. Questionado pelo CM, o Secretário de Estado Adjunto do Ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Feliciano Barreiras Duarte, afirmou que o fecho, fixado depois para este trimestre, "acontecerá até ao final de Setembro".
17 de Março de 2013 às 01:00

As rendas "excessivamente altas", como tem afirmado o secretário de Estado, as queixas dos utentes sobre a má qualidade do serviço, a degradação das instalações e o desconforto calado dos funcionários não bastaram para fechar de vez as portas da Loja do Cidadãos dos Restauradores. Aos 600 mil euros por ano, que o Executivo paga pela loja dos Restauradores, há que acrescentar as despesas correntes como água e luz, valores que não foram facultados ao CM.

Que serviços acolherá a loja no Terreiro do Paço é uma incógnita. Mas a sua sustentabilidade passa pelo número de serviços privados que irá disponibilizar, já que estes não dependem do dinheiro do Estado. Vários serviços públicos já abandonaram o espaço da loja por razões que se prendem com a contenção orçamental e a falta de recursos humanos. Foi o que aconteceu com o SEF, Ministério da Saúde e DGAJ.

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