Barra Cofina

Correio da Manhã

Economia
3

Atum dos Açores para os cinco Continentes

Empresa leva conservas Bom Petisco e Líder a mais de 30 países e garante que a qualidade nacional é reconhecida lá fora. Em território nacional, lança produtos inovadores para cativar os consumidores
26 de Maio de 2012 às 15:00
Luís Cumbrera está optimista quanto ao futuro
Luís Cumbrera está optimista quanto ao futuro FOTO: Jorge Paula

O atum Bom Petisco está no mercado há meio século e dispensa apresentações, mas a empresa não baixa os braços e continua a inovar nos produtos que fabrica para cativar novos clientes dentro e fora do País. As conservas são exportadas para mais de 30 países.

A Cofaco – a dona do Bom Petisco – nasceu da fusão de duas conserveiras do Algarve, em 1961. Dois anos depois, devido à escassez de atum na costa algarvia, a empresa transferiu-se para os Açores e chegou a ter sete fábricas de conservas de peixe. Actualmente, concentrou as actividades em apenas duas fábricas – uma no Pico e outra em São Miguel – dedicadas em exclusivo à produção de conservas de atum. Os restantes produtos da marca, como as conservas de sardinhas Líder, são produzidos por parceiros.

A emigração fez com que a marca começasse a ser vendida nos mercados internacionais e criou marcas próprias para isso – a Bon Appetit e a Santamaria são exemplo.

"A Cofaco tem uma tradição de exportação muito grande, e daí termos países onde já vendemos há mais de 30 anos. Hoje em dia, podemos dizer que estamos em todos os continentes", sublinha Luís Cumbrera, responsável pelo marketing da empresa.

"Actualmente, conseguimos exportar não só para os países que conhecem a marca ou têm alguma afinidade com Portugal, como os países da emigração, mas temos mercados como Itália que compram porque reconhecem a qualidade das conserva portuguesas", sublinha o responsável.

Para captar novos clientes, a marca alargou a sua oferta a produtos inovadores, como o hambúrguer de atum. "Nós procuramos inovar e acompanhar as novas tendências do mercado", explica Luís Cumbrera.

O atum vale cerca de 80 por cento das conservas de peixe vendidas. A nível de exportação, 60% das vendas são de atum e o restante de sardinha.

As exportações ajudam a empresa a manter o nível de crescimento. "Nos últimos dois anos, a categoria de conservas tem crescido entre 5 a 6 por cento. Todos os anos são vendidos entre 130 milhões e 140 milhões de latas de conserva", afirma o gestor.

A empresa está preparada para enfrentar as dificuldades decorrentes da crise económica que afecta Portugal, mas está optimista. "Estamos certos de que será um ano complicado a nível de consumo. É normal que as pessoas estejam preocupadas com as incertezas do futuro, mas temos uma estratégia muito assente na exportação, e aí temos tido resultados interessantes, por isso estamos certos de que vamos crescer em 2012", frisa.

Apesar de a família Cumbrera estar ligada à fundação da Cofaco, Luís chegou à empresa um pouco por acaso.

"Para mim é um orgulho saber que a minha família fundou a Cofaco e se tem mantido activa na empresa, e era uma vontade desde pequeno estar na Cofaco, mas acabei por seguir outro percurso – tirei o curso de Gestão de empresas e trabalhei numa multinacional ligada ao grande consumo durante seis anos – e só há três anos, quando a empresa lançou novos projectos, surgiu a oportunidade de me juntar a esta aventura".

Primeiro Emprego Cofaco Luís Cumbrera Bom Petisco Líder Açores
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)