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Correio da Manhã

Economia
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Austeridade: Sindicatos falam de pressão de Bruxelas

O anúncio das novas medidas do ministro Teixeira dos Santos deixou surpreendidos os parceiros sociais que se reuniram esta sexta-feira em sede de Concertação Social.
11 de Março de 2011 às 14:27

O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, anunciou esta sexta-feira o novo pacote de medidas de austeridade, que vêm reforçar as medidas já aplicadas e aplicar novas afim de assegurar as metas do défice de 3% para 2012, e de 2% para 2013.

Teixeira dos Santos pretende atingir a marca de uma poupança para este ano de 0,8% do PIB, e de 2,5 % em 2012 e de 1,2% em 2013.

O secretário-geral da UGT, João Proença, comentou à saída da reunião de Concertação Social dedicada à competitividade da economia, dizendo: "Esta conferência de imprensa (do ministro das Finanças) surpreende o País todo. Sinto-me surpreendido e analiso a situação como uma pressão de Bruxelas".

Proença disse ainda desconhecer os pormenores das medidas anunciadas esta sexta-feira e por isso não se irá pronunciar sobre elas, ainda assim acrescentou: "Sabemos que o Governo está submetido a uma forte pressão de Bruxelas  e por isso registamos que o Ministério das Finanças faz um PEC quatro não  anunciado. Vamos analisar, mas não aceitaremos coisas que violem a declaração subscrita na quarta-feira pelos parceiros sociais."

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