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Correio da Manhã

Economia
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Autarca recusa acusações

O presidente da Câmara de Famalicão, Armindo Costa, reagiu ontem, em comunicado, às notícias publicadas sobre a investigação de que foi alvo esta semana no âmbito da ‘Operação Furacão’, que pretende combater os crimes de fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais.
17 de Dezembro de 2006 às 00:00
Armindo Costa diz não compreender motivos da investigação
Armindo Costa diz não compreender motivos da investigação FOTO: Baía Reis
Sob suspeita estará a presidência da empresa Acoshoes, de fabrico de calçado ortopédico para venda nas farmácias e exportação para a Alemanha e Escandinávia, fundada por Armindo Costa há trinta anos.
“Desde que assumi a presidência da autarquia, em Janeiro de 2002, deixei de exercer cargos de qualquer natureza, salvo os decorrentes da minha condição de presidente”, explicou em comunicado, aludindo ao facto de, neste momento, só estar ligado à empresa como accionista.
“Não consigo compreender os verdadeiros motivos e objectivos do envolvimento do meu nome e da Câmara neste caso”, acrescenta o autarca.
Armindo Costa foi alvo de buscas judiciais à sua residência, feitas, na quarta-feira, por elementos do Ministério Público, da Inspecção Tributária e da Brigada Fiscal. Na operação, que se prolongou por dezoito horas, foram apreendidos vários documentos da empresa e os discos rígidos dos computadores.
DEZENAS DE EMPRESAS INVESTIGADAS
Em Portugal, dezenas de empresas – como a Delta Cafés, a Mota Engil e a Soares da Costa – foram já alvo de buscas judiciais no âmbito da ‘Operação Furacão’. A informação recolhida nas buscas efectuadas pelo Ministério Público, pela Inspecção Tributária e pela Brigada Fiscal vai ser posteriormente cruzada, para se poder evidenciar, se for caso disso, algum movimento menos legítimo e prejudicial para o Estado.
A informação de maior relevância dirá respeito aos movimentos contabilísticos da empresa e aos movimentos bancários. A operação está a investigar os esquemas de dissimulação de lucros em empresas que, através da criação de sociedades em paraísos fiscais, conseguem fugir ao pagamento de impostos.
O alegado envolvimento de bancos como o BES, BCP e Finibanco também está a ser investigado, atribuindo-se-lhes a colaboração na criação de empresas ‘off-shore’ e a não declaração da saída de capitais para o estrangeiro.
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