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Correio da Manhã

Economia
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AVIÕES SEGUROS E POUCO VIÁVEIS

O ano passado foi dos mais seguros para viajar de avião. Desde 1946 que apenas cinco anos registaram números mais favoráveis que 2002. Contudo e consequência dos atentados de 11 de Setembro nos Estados Unidos, foi também no pior de sempre para o negócio do transporte aéreo.
6 de Janeiro de 2003 às 00:00
O número de acidentes registado em 2002 foi de 37, dos quais 14 envolveram aviões de passageiros, que provocaram a morte de 1176 pessoas, revelou a associação Aviation Safety Network, que salienta o facto de, entre 1972 e 2001, a média de sinistros ser de 50,7, envolvendo 1445 vítimas mortais.

O continente africano, pela sua pobreza e consequente envelhecimento e fraca manutenção dos equipamentos, é o mais perigoso: representa apenas três por cento do tráfego mundial e é responsável por 27 por cento dos acidentes. Os EUA e a Colômbia, com três acidentes cada, registaram o maior número de desastres por país. A Alemanha foi palco do sinistro com maior número de vítimas mortais (71), numa colisão em pleno voo entre um avião de passageiros russo e um de carga.

MILHARES DE DESPEDIMENTOS

Mas se a segurança aumentou, pelo menos aparentemente, os negócios não melhoraram. Antes pelo contrário, ao longo de 2002 várias foram as companhias que encerraram por falência. A este nível, salientaram-se, entre outras, as gigantes Sabena e Swissair. Além destas, quase todas as transportadoras aéreas mundiais registaram menor procura que nos anos anteriores.

Ontem foi a vez da United Airlines, a segunda maior companhia de aviação do mundo, ter anunciado o despedimento de, pelo menos, 1700 trabalhadores até ao próximo dia 19, como forma de conter os custos de exploração. A empresa, que declarou falência em 9 de Dezembro último, vai encerrar 32 postos de venda de bilhetes em em diveros locais dos Estados Unidos.
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