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Correio da Manhã

Economia
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Banca portuguesa dominada por chineses

Álvaro Sobrinho recusou falar sobre o BES e diz que Luanda não domina a banca portuguesa.
Pedro H. Gonçalves 11 de Novembro de 2016 às 08:54
Álvaro Sobrinho
Lesados do BES levaram sapatos para o empresário 'dar à sola'
Álvaro Sobrinho
Lesados do BES levaram sapatos para o empresário 'dar à sola'
Álvaro Sobrinho
Lesados do BES levaram sapatos para o empresário 'dar à sola'
Os lesados do BES fizeram esta quinta-feira questão de assinalar a primeira conferência em Portugal de Álvaro Sobrinho, homem-forte de Ricardo Salgado no antigo BES Angola, com protestos. Até contrataram uma banda para tocar uma adaptação da ‘Canção do Bandido’ enquanto Sobrinho discursava num hotel em Lisboa.

"Todos foram na cantiga, até na família do Ricardo choraram", tocava a banda enquanto os manifestantes espalhavam dezenas de sapatos à porta do hotel e pediam a Álvaro Sobrinho para "dar à sola".

Imune aos protestos dos lesados esteve Álvaro Sobrinho, que até entrou pela garagem do hotel para evitar a manifestação. O empresário que liderou o BES Angola, banco que originou perdas superiores a 800 milhões de euros ao Novo Banco, foi o convidado de honra no almoço do International Club of Portugal, onde discursou sobre educação. Sobre o BES ou Ricardo Salgado, nem uma declaração, mesmo quando confrontado.

Parco em palavras à comunicação social, Álvaro Sobrinho respondeu apenas a uma questão. Confrontado sobre se a banca portuguesa estaria dominada por Angola, o empresário foi perentório: "Não. Acha que a banca portuguesa está dominada por chineses", retorquiu, sublinhando que não é apenas de Luanda que chegam investimentos.

Os lesados do BES, que não puderam entrar no almoço-debate, prometem continuar com os protestos até reaverem o dinheiro perdido.
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