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Banca tinha 45,7 mil milhões de euros em moratórias até ao final de janeiro

33,2% eram empréstimos concedidos às empresas, no valor de 24 mil milhões.

24 de março de 2021 às 12:21

Os bancos portugueses tinham 45,7 mil milhões de euros de crédito em moratória no final de janeiro. Os dados foram divulgados esta quarta-feira, 24 de março, pelo Banco de Portugal, que passará a revelar dados estatísticos sobre as moratórias todos os meses. 

"Os dados hoje publicados indicam que no final de janeiro de 2021, 54 mil sociedades não financeiras tinham empréstimos em moratória, no montante global de 24 mil milhões de euros (33,2% do total de empréstimos obtidos pelas sociedades não financeiras junto de instituições financeiras)", refere o regulador.

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Banca tinha 45,7 mil milhões de euros em moratórias até ao final de janeiro

Já as empresas de alojamento e restauração eram as que mais se destacavam com 57% do montante dos seus empréstimos abrangidos por esta medida, diz o Banco de Portugal, notando que "8,4 mil milhões de euros estavam em suspensão de pagamento, o que representava 34,4% do total de empréstimos das sociedades não financeiras em moratória".

Quanto aos particulares, 16,1% dos empréstimos, no montante global de 20 mil milhões de euros, 86% dos quais correspondiam a empréstimos para habitação. "Uma análise do número de devedores mostra que 8,8% dos particulares tinha pelo menos um contrato abrangido por moratória", afirma ainda o regulador, notando que "o montante de empréstimos à habitação sob moratória privada era de 3,7 mil milhões de euros"

Os últimos dados divulgados pelo Banco de Portugal, referentes a setembro do ano passado, mostravam que a banca tinha 46 mil milhões de euros de créditos em moratórias, um valor que acabou por recuar face a janeiro deste ano.

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Banca tinha 45,7 mil milhões de euros em moratórias até ao final de janeiro

"Durante o mês de janeiro registou-se um aumento de 0,5 mil milhões de euros de novos empréstimos em moratória enquanto 0,9 mil milhões de euros deixaram de estar abrangidos por este regime", diz. 

O regulador adianta ainda que "o maior aumento na adesão às moratórias foi registado em abril de 2020, o mês seguinte à introdução desta medida" e que "o montante máximo de 48,1 mil milhões de euros foi atingido em setembro de 2020. Desde então, manteve-se uma tendência decrescente, para a qual contribui o término de algumas moratórias privadas", remata. 

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