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Correio da Manhã

Economia

Bancários aceitam corte nos salários

Para evitar o despedimento coletivo, a Federação do Setor Financeiro propôs à administração do BCP um "ajustamento salarial temporário"
14 de Novembro de 2013 às 16:09
Bancos
Bancos FOTO: Pedro Catarino

Os sindicatos dos bancários estão dispostos a aceitar temporariamente reduções salariais no BCP, caso a administração do banco se comprometa a devolver a partir de 2018 as verbas em causa, e a não avançar com despedimentos coletivos.

Segundo revelou ontem ao CM o presidente da Federação do Setor Financeiro (Febase), Mário Mourão, a proposta, inédita no setor bancário, foi aprovada anteontem durante uma reunião da Febase e entregue ontem à administração do BCP. Mário Mourão espera que na próxima semana se iniciem as negociações formais.

Segundo o sindicalista, as verbas retidas pelo "ajustamento salarial temporário deverão ser devolvidas a partir de 2018 ou assim que o banco tiver resultados positivos".

Note-se que em 31 de dezembro de 2012 o BCP tinha 8982 funcionários e até 31 de dezembro de 2017 terá de ter apenas 7500, no cumprimento do plano de reestruturação acordado com Bruxelas, e após o Estado português ter injetado 3 mil milhões de euros no banco. Segundo Mário Mourão, são cerca de 1500 funcionários que estão em questão, mas se o BCP aceitar a proposta da Febase 400 são poupados ao despedimento. Dos restantes 1100, 500 podem ir para a reforma antecipada e os outros 600 poderão optar por rescisões por mútuo acordo e saídas naturais. Com esta proposta, segundo Mourão, o BCP "pode estabilizar o quadro de pessoal, sem precisar de recorrer a despedimentos coletivos".

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