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Correio da Manhã

Economia
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Banco da família Espírito Santo sem verba para dívidas

Gestor de fortunas tem ativos de apenas 22 milhões de euros.
António Sérgio Azenha 28 de Novembro de 2016 às 08:43
Banque Privée Espírito Santo
Banque Privée Espírito Santo FOTO: Denis Balibouse/Reuters
O Banque Privée Espírito Santo (BPES) – Sucursal em Portugal, que está em fase de liquidação no Tribunal do Comércio de Lisboa, tem um ativo total de 22,6 milhões de euros, verba muito inferior ao valor dos créditos não reconhecidos pelo administrador de insolvência e cuja decisão foi impugnada pelos clientes.

Se o juiz do processo de insolvência do BPES - Sucursal em Portugal, instituição financeira do Grupo Espírito Santo (GES) vocacionada para a gestão de fortunas, decidir a favor dos clientes que impugnaram o não reconhecimento dos créditos, o BPES será responsabilizado pelo pagamento de cerca de 250 milhões de euros aos clientes.

As contas relativas a 2015, que o CM consultou no Tribunal do Comércio e que deram aí entrada em setembro deste ano, revelam que no ano anterior, quando o GES entrou em colapso financeiro, o BPES tinha um ativo total de 26,3 milhões de euros.

No final de 2015, o BPES - Sucursal em Portugal tinha um passivo de 11,1 milhões de euros, contra 15,9 milhões de euros no ano transato. No processo de insolvência, o administrador apenas reconheceu créditos de 3,5 milhões de euros.
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