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Correio da Manhã

Economia
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Banco de Portugal aplica coima de três milhões à KPMG por causa do BES

Auditora prestou, a título doloso, informações incompletas e falsas ao supervisor relativas ao Banco Espírito Santo em 2014.
17 de Abril de 2019 às 11:36
O Banco de Portugal aplicou uma coima de 3 milhões de euros à KPMG Portugal. A auditora é acusada de ter prestado informações incompletas e falsas ao supervisor relativas ao Banco Espírito Santo (BES) em 2014. 

Além da KPMG, foram ainda acusados dois dos seus membros pela prática de infrações especialmente graves. São condenados ao pagamento de 825 mil euros, de acordo com a decisão conhecida esta quarta-feira, 17 de abril. 

De acordo com o Banco de Portugal, ficou provado que a KPMG e os seus responsáveis tiveram conhecimento dos riscos associados à carteira de crédito do BES Angola. E de como isso afetaria a operação do banco em território nacional. No entanto, não comunicaram ao Banco de Portugal essas informações. 

Além disso, a KPMG não fez qualquer ênfase ou reserva às contas do BES. Ou seja, não deixou qualquer alerta aos resultados do banco então liderado por Ricardo Salgado.

A KPMG Portugal auditou as contas do BES em Portugal, enquanto a KPMG Angola verificou os números do BES Angola.

O regulador adianta ainda que "todos os arguidos impugnaram a decisão junto do Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão, dando origem ao processo que corre os seus termos". 

A CMVM, enquanto supervisora das sociedades revisoras oficiais de contas, também tem um processo a correr contra a KPMG. Não há, no entanto, ainda uma uma acusação por parte da entidade liderada por Gabriela Figueiredo Dias.



(Notícia em atualização)
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