Barra Cofina

Correio da Manhã

Economia
5

Bancos portugueses passam nos testes de stress

O governador do Banco de Portugal disse esta sexta-feira que os quatro bancos portugueses – BCP, CGD, BPI e BES – sujeitos aos testes de stress passaram na análise.
23 de Julho de 2010 às 17:10
Carlos Costa garante: “Não há necessidades de reforço de capital”
Carlos Costa garante: “Não há necessidades de reforço de capital” FOTO: Lusa

"Tidos em conta todos os factores de risco acima referidos, os resultados obtidos confirmam que os quatro bancos portugueses que foram sujeitos ao  presente exercício 'stress tests' em que representam uma porção muito significativa dos activos do sistema bancário resistem a uma severa materialização adicional de riscos a nível global e nacional", disse Carlos Costa em conferência de imprensa, esta sexta-feira, em Lisboa.

O objectivo destes testes, sublinhou o governador, consistiu "em avaliar a resistência de um conjunto significativo de bancos da Comissão Europeia", sendo que os quatro bancos portugueses, BES, BPI, CGD e BCP, além do Santander Totta, representam ¾ do total de activos do sistema bancário português.

"Não há necessidades de reforço de capital", acrescentou Carlos Costa, ressalvando que os quatro grupos bancários apresentam tanto em 2010 como em 2011 rácios de capital Tier 1 superiores a 6%, "indicador linear de solidez financeira".

Os testes de stress analisaram 91 instituições bancárias em toda a Europa.

BANCOS FRANCESES TAMBÉM PASSAM 

Os quatro maiores bancos franceses passaram com nota positiva os testes de resistência do Comité de Supervisores Bancários Europeu (CEBS), anunciou também o Banco de França.

As referidas instituições mantêm um rácio de solvabilidade financeira Tier 1 de 9,3 por cento em média, mesmo sujeitos a uma situação de "stress" mais grave do que a prevista.

Os quatro bancos em questão são a Société Générale, o Crédit Agricole, o BNP Paribas e o BPCE. 

O governador do banco central francês, Christian Noyer, anunciou em conferência de imprensa que a exposição total dos quatro maiores bancos franceses às dívidas soberanas se elevava a 240 mil milhões de euros no final de Março de 2010, dos quais 197 mil milhões no seu 'banking book'.

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)