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Correio da Manhã

Economia
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Barcos ao largo da crise

A Nauticampo, ontem inaugurada e que se prolonga até ao próximo dia 15 na FIL, no Parque das Nações, em Lisboa, tem este ano menos expositores e o número de barcos com preços mais elevados também é menos que no ano passado, mas o sector garante que a crise económica não se tem feito sentir nas vendas.
8 de Fevereiro de 2009 às 00:30
Os barcos cativam a maioria dos visitantes da feira
Os barcos cativam a maioria dos visitantes da feira FOTO: João Miguel Rodrigues

"No tempo de chuva há sempre uma diminuição da procura de barcos face ao bom tempo, mas ainda não houve uma quebra de facturação", explicou ao Correio da Manhã Raul Moreira, da Maritima Yatchs, a empresa que tem exposto na Nauticampo deste ano o barco mais caro da feira - uma embarcação de recreio com dois pisos e um preço à volta de um milhão de euros.

O espaço dedicado aos barcos é o mais visitado, mas aquele que tem mais procura a nível de compra efectiva é o das caravanas. De acordo com Fátima Vila Maior, directora da feira, as caravanas estão a merecer este ano uma atenção especial.

"Devido à situação económica, as pessoas vêem nas caravanas uma alternativa mais económica para as férias, até porque estes veículos hoje em dia já são muito mais confortáveis do que há alguns anos", adiantou a responsável.

Além de barcos e de caravanas, quem visitar a Nauticampo poderá ficar a par das novidades em matérias de piscinas e actividades radicais.

SEGUNDA CASA NO MAR

Cada vez mais portugueses compram barco quando acabam de pagar o empréstimo à habitação para o utilizarem como uma segunda casa. "As pessoas já se habituaram a ter aquela prestação mensal, pelo que quando acabam o pagamento, recorrem novamente ao créitomas para comprar um barco, que depois usam como casa de férias", referiu Raul Moreira.

Um barco de recreio médio tem um preço à volta dos 70 mil euros, um valor mais baixo que o de uma habitação e apesar de ter custos de manutenção e de amarração, Raul Moreira afirma que estas não são suficientes para demover os compradores.

Contudo quem compra barco não o faz durante a feira. "Muitas pessoas vêm à feira ver as embarcações, porque estão a considerar a hipótese de compra, mas num prazo de um ou dois anos", adiantou o mesmo responsável.

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