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Correio da Manhã

Economia
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Barcos da Soflusa parados à tarde

As ligações fluviais no rio Tejo vão parar esta quinta-feira à tarde devido a plenários dos trabalhadores do Grupo Transtejo, nos quais serão definidas formas de contestação ao Plano Estratégico de Transportes.

5 de Janeiro de 2012 às 08:20
Barcos parados entre as 13h30 e as 16h45
Barcos parados entre as 13h30 e as 16h45 FOTO: Pedro Catarino

Na empresa Soflusa, responsável pelo percurso entre o Barreiro e Lisboa, as ligações devem parar cerca das 13h25 no sentido Barreiro-Lisboa e às 13h50 no sentido inverso, sendo retomadas a partir das 16h20.

Quanto à empresa Transtejo, que faz as ligações entre Almada, Seixal, Montijo e Trafaria com a capital, as viagens começam a para às 13h30, prevendo-se que o serviço volte a funcionar a partir das 16h45. Os trabalhadores devem decidir nos plenários novas formas de luta contra o que consideram ser "um ataque ao serviço público de transportes" e que podem passar por greves.

Em causa estão as alterações (nomeadamente supressões de ligações) que podem ser impostas nos serviços no âmbito do Plano Estratégico dos Transportes. Na semana passada, a comissão de trabalhadores da Soflusa disse ter recebido um documento que mostrava a intenção da empresa de cortar 48 ligações, ou seja, metade das ligações feitas ao fim de semana e duas viagens e manhã e quatro à noite nos dias úteis.

Em Outubro, o ministro da Economia anunciou, como uma das medidas do Plano Estratégico, a fusão das duas empresas do Grupo Transtejo, a Soflusa e a Transtejo, uma operação sobre a qual o Sindicato dos Transportes Fluviais exigiu mais esclarecimentos. No final desse mês, um primeiro documento do grupo de trabalho nomeado pelo Governo para analisar a reestruturação dos transportes na região de Lisboa indicava para o Grupo Transtejo dois cenários que sugeriam o fim das ligações entre Lisboa e Trafaria/Porto Brandão.

Num primeiro cenário, defendia-se o final das ligações à Trafaria/Porto Brandão e ao Seixal e a manutenção da ligação ao Montijo em dias úteis e períodos de ponta. Nas carreiras de ligação a Cacilhas e Barreiro, o grupo sugeria a manutenção, mas com uma "menor utilização dos novos ferries/utilização de navios de menor consumo", "antecipação da hora de encerramento do serviço diário" e a "redução da frequência aos fins de semana". Era ainda indicada a "concentração da operação no terminal do Cais do Sodré".

Num segundo cenário, as propostas implicavam acabar com as ligações à Trafaria/Porto Brandão e manter as ligações ao Montijo e Seixal em dias úteis e períodos de ponta. Para as carreiras Lisboa-Cacilhas e Lisboa-Barreiro, as propostas repetiam-se nos dois cenários. Já no 'cenário dois', o grupo recomendava a manutenção dos terminais do Cais do Sodré e do Terreiro do Paço e "a atualização tarifária nas ligações de baixa procura: Seixal e Montijo".

No documento era ainda colocada a hipótese de uso dos títulos Transtejo Montijo/Seixal nas ligações Barreiro/Cacilhas fora das horas de ponta e aos fins de semana. O grupo de trabalho terá já definido uma proposta posterior e final, ainda não divulgada.

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