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Correio da Manhã

Economia
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Barragens em "pacotes"

O primeiro-ministro lançou ontem em Lisboa, no Pavilhão de Portugal, o concurso público para a construção de quatro novas barragens, um investimento estimado entre os 450 e os 760 milhões de euros. As novas infra-estruturas serão alienadas "em pacote". Os candidatos não podem escolher a barragem a que querem concorrer. A proposta vencedora abarca os quatro empreendimentos; vale do Tâmega – Padroselos, Alto Tâmega, Daivões e Gouvães, que representam uma produção hidroeléctrica acrescida na ordem dos 427 megawatts (MW).
2 de Abril de 2008 às 00:30
“São investimentos seguros dos pontos de vista ambiental, energético e económico”, salientou Sócrates que referiu que serão utilizadas tecnologias e engenheiros portugueses.
“São investimentos seguros dos pontos de vista ambiental, energético e económico”, salientou Sócrates que referiu que serão utilizadas tecnologias e engenheiros portugueses. FOTO: Miguel A. Lopes

A produção actual nacional ronda os 5000 MW.OGovernoquer atingir a meta dos 7000 MW entre 2015 e 2020. O conjunto de investimentos faz parte do Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hídrico (PNBEPH), lançado em Dezembro de 2007, que prevê a construção de dez novas centrais hidroeléctricas. Foz Tua já foi adjudicada à EDP.Acentralétida como pedra chave do plano em curso.

Sócrates reivindicou como obra do seu Governo uma verdadeira revolução da política energética.

Nunes Correia, ministro do Ambiente, presente na cerimónia, disse esperar que as quatro barragens estejam já na fase de construção em 2010 e comecem a produzir em 2014. Aquele responsável acrescentou que todas as centrais agora projectadas serão alvo de um novo estudo de impacte ambiental.

MAIS EMPREGOS CRIADOS

O ministro da Economia, Manuel Pinho, destacou os milhares de postos de trabalho que vão ser criados com as novas barragens e o ganho para as populações locais. Pinho reforçou a importância da aposta nas energias alternativas, designando a questão energética como 'o grande desafio da nossa geração'. O ministro disse que os investimentos em curso, referindo também a energia eólica, vão reforçar a posição de Portugal no top 5 europeu no aproveitamento destas energias. 'Produzimos através de fontes renováveis 40% da nossa energia, o objectivo é, em 2010, produzirmos 45%'.

EDP INTERESSADA

António Mexia, presidente da EDP, anunciou que a energética pretende concorrer à concessão destas quatro novas barragens, que serão adjudicadas em conjunto.

' A EDP investiu desde o ano passado mais de mil milhões de euros em Portugal, isso representa 0,7 por cento do PIB. Somos indiscutivelmente alguém que dá um contributo à economia portuguesa', referiu Mexia, salientando que as componentes hídrica e eólica são fundamentais na estratégia de desenvolvimento da empresa.

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