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Correio da Manhã

Economia

Barroso critica entraves de Estados-membro a ajuda alimentar

O presidente da Comissão Europeia voltou esta quarta-feira, em Estrasburgo, a criticar os Estados-membros que têm colocado obstáculos à manutenção do programa de ajuda alimentar aos mais carenciados, considerando que tal é "inaceitável" num período de crise.
14 de Dezembro de 2011 às 11:16
O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso
O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso FOTO: d.r.

Falando no Parlamento Europeu, num balanço da presidência polaca da União Europeia, no segundo semestre do ano, Durão Barroso, referindo-se ao acordo recentemente alcançado no sentido de manter o Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a Carenciados (PCAAC) por mais dois anos, apontou que não está "completamente satisfeito" com o compromisso, já que o mesmo prevê o fim do programa a partir de 2014.

"Continuo a achar que é inaceitável e muito difícil de entender como é que alguns governos, numa situação que temos hoje na Europa de emergência social, não estão disponíveis a mostrar mais solidariedade em tempos de crise. Temos de manter este compromisso com os mais pobres do nosso continente", declarou o presidente da Comissão.

Durante os últimos meses, a Alemanha encabeçou uma "minoria de bloqueio" ao programa, tendo em novembro aceitado viabilizar a sua manutenção nos próximos dois anos, mas sob a condição de a União renunciar ao PCAAC a partir de 2014.

Na terça-feira, a presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome (FPBA) advertiu que o fim programa, não havendo substituto, vai pôr em causa a alimentação de 420 mil portugueses/ano.

Em declarações aos jornalistas, no final da audição na Comissão de Agricultura e Mar, Isabel Jonet salientou que, em Portugal, todos os produtos alimentares que são entregues às populações carenciadas provêm do Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a Carenciados, para além dos produtos distribuídos pelos Bancos Alimentares.

"Este programa representa 20 por cento dos alimentos que são distribuídos pelos Banco Alimentares. Se este programa deixar de existir, as instituições que recebem estes produtos diretamente da Segurança Social deixam de receber alimentos", alertou Isabel Jonet.

Também o presidente da União das Misericórdias deixou hoje o apelo para que não se deixe chegar ao fim o Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a Carenciados (PCAAC), mostrando-se, no entanto, confiante que as Misericórdias e IPSS conseguirão colmatar a falha.

 

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