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Correio da Manhã

Economia
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Basílio Horta: Corte do rating é “manipulação de mercado”

“Uma manipulação de mercado” e um “ataque violento” a que se deve responder imediatamente e “de forma concertada”. É desta forma que Basílio Horta – presidente da Agência Portuguesa para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) – classifica o corte do rating de Portugal, feito esta terça-feira pela S&P de A para A-.

28 de Abril de 2010 às 17:50
Basílio Horta defende resposta imediata e "de forma concertada"
Basílio Horta defende resposta imediata e 'de forma concertada' FOTO: Vítor Mota / Correio da Manhã

Basílio Horta diz que “é uma penalização absolutamente excessiva” e que “nem sequer é um ataque especulativo, isto é manipulação de mercado”, sublinhando que “não se compreende que, em três dias, uma grande parte das empresas mais importantes da economia portuguesa perca mais de 12 por cento do seu valor”. 

Tudo isto vai influenciar negativamente o desenvolvimento normal das empresas portuguesas, em especial as PME que  “têm necessidade de capitalização e, se o custo do dinheiro para os seus investimentos sobe – e bastante – é evidente que isso desmotiva e pode tornar inviáveis projectos que eram viáveis”, realça Basílio Horta.

 

ECONOMISTAS ESPANHÓIS DEFENDEM ACÇÃO CONJUNTA

 

Os economistas espanhóis defendem uma acção conjunta contra especulações dos mercados. Para isso, os países da Zona Euro devem dar respostas coordenadas para travar o contágio da Grécia aos mercados e países como Portugal e Espanha devem reforçar as suas medidas nacionais para travar especulações.

 

Os especialistas defendem que é necessário definir estratégias de "saída" depois dos elevados gastos públicos durante a crise e pensar na criação de uma nova agência de Rating, ligada ao FMI, para a dívida soberana.

 

 

 

 

ECONOMISTAS ALEMÃES DIZEM QUE PORTUGAL ESTÁ EXPOSTO A MAIS ATAQUES 

 

Se a União Europeia não se comprometer rapidamente com a ajuda à Grécia, Portugal ficará numa situação "muito difícil e exposto a mais ataques dos marcados financeiros". É esta a análise dos economistas alemães, que explicam que se a situação se agravar Portugal "não poderá fazer nada sozinho, como a Alemanha também não poderia, para sair das dificuldades".

 

Assim sendo, a solução avançada é a de adoptar mecanismos na Zona Euro que permitam aos países-membros ajudarem-se mutuamente, em situação de crise. 

ECONOMISTAS BRITÂNICOS DIZEM QUE PORTUGAL É DIFERENTE DA GRÉCIA

Esta quarta-feira alguns economistas britânicos consideraram que Portugal está numa situação diferente da Grécia, mas também tem problemas e terá de apresentar medidas para reduzir o défice orçamental e acalmar os ‘vigilantes’ dos mercados obrigacionistas. 

Ben May, economista na consultora Capital Economic, que falou à agência Lusa, diz mesmo que no caso português “o nível da dívida é inferior, o défice não é tão grande e não tem o mesmo défice de credibilidade que a Grécia porque as pessoas não pensam que Portugal tem andado a adulterar as contas fiscais”.   

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