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Correio da Manhã

Economia
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BCP: Christopher de Beck considera "boa decisão"

O ex-administrador do BCP Christopher de Beck considerou esta sexta-feira uma "boa decisão" a nulidade das provas apresentadas pelo accionista e investidor Joe Berardo no julgamento das sanções e coimas aplicadas pelo Banco de Portugal a seis antigos gestores do banco.
7 de Outubro de 2011 às 16:25
"Foi uma boa decisão, [mas] não gosto de resolver coisas na secretaria. Preferia que fosse absolvido", disse Christopher de Beck
'Foi uma boa decisão, [mas] não gosto de resolver coisas na secretaria. Preferia que fosse absolvido', disse Christopher de Beck FOTO: Manuel Vicente

"Foi uma boa decisão, [mas] não gosto de resolver coisas na secretaria. Preferia que fosse absolvido", disse Christopher de Beck à saída da audiência. 

O juiz do Tribunal de Pequena Instância Criminal declarou esta sexta-feira a nulidade das provas que estiveram na base do processo contra os antigos gestores do BCP, após ter sido ouvido o empresário Joe Berardo no dia 16.  

O advogado do ex-administrador Christopher de Beck, Francisco Proença de Carvalho, destacou ainda que em relação ao processo da CMVM as provas são as mesmas.  

Questionado sobre se a nulidade das provas das denúncias foi abordada neste processo, Proença de Carvalho disse aos jornalistas que "foi levantada como questão prévia no processo", mas ainda não analisada.  

O processo resulta do recurso de seis antigos administradores e um director do BCP, condenados a pagar pelo Banco de Portugal coimas e a inibições de actividade entre três e nove anos.  

Os três processos distintos que visam antigos altos quadros do BCP estão em fases distintas, estando o julgamento de recurso da decisão do Banco de Portugal em suspenso, o da CMVM na fase inicial, e o do Ministério Público adiado para 2012.  

Nos três processos, dois contra-ordenacionais e um processo-crime, os arguidos (nem sempre coincidentes) são acusados de ocultação de informação ao mercado e aos supervisores, falsificação de contas e manipulação de mercado. 

O julgamento que visa a impugnação das penas do Banco de Portugal sobre seis antigos administradores e um director é o que se encontra na fase mais adiantada, tendo já decorrido várias sessões.  

Contudo, o juiz António Hora decidiu interromper o plano de sessões agendado para ouvir Joe Berardo, accionista do BCP que há quase quatro anos espoletou o caso com denúncias à Procuradoria-Geral da República de irregularidades cometidas durante a gestão liderada por Jardim Gonçalves.  

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