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Correio da Manhã

Economia

BCP e BES ganham 596 milhões de euros

As instituições financeiras BCP e BES divulgaram ontem as contas do primeiro semestre deste ano, no qual tiveram lucros com um crescimento superior a 30 por cento, comparando com o mesmo período de 2005.
26 de Julho de 2006 às 00:00
Paulo Teixeira Pinto (esq) e Ricardo Espírito Santo Salgado
Paulo Teixeira Pinto (esq) e Ricardo Espírito Santo Salgado FOTO: Tiago Petinga, Lusa / Inácio Rosa, Lusa
O grupo bancário presidido por Paulo Teixeira Pinto ganhou 396 milhões de euros, com um crescimento de 31 por cento.
O responsável do BCP, na conferência de Imprensa para a apresentação de resultados, revelou que a instituição de que é presidente submete às autoridades romenas, até ao fim de Setembro próximo, o processo para abrir um banco na Roménia.
Segundo Paulo Teixeira Pinto, o novo banco deve estar em funcionamento até ao fim do ano corrente. Ou seja: o BCP espera que Bucareste leve quatro meses a dar autorização.
Assim, o BCP dá mais um passo na internacionalização. Aliás, nos próximos dois anos, o BCP vai abrir mais 160 sucursais além-fronteiras.
Precisamente por o BCP estar em forte crescimento lá fora, o banqueiro desmentiu notícias anunciando a alienação do Banco de Moçambique, detido pelo BCP. Operação que não faria sentido algum, de acordo com Paulo Teixeira Pinto, pois o Banco de Moçambique é o maior, no país onde opera, e vai reforçar ainda mais a posição dominante.
Nos primeiros seis meses de 2006, o BES teve um resultado líquido de 200,7 milhões de euros (aumento de 34,7 por cento, comparando com o primeiro semestre do ano passado).
Num comunicado, a instituição financeira presidida por Ricardo Espírito Santo Salgado justificou o aumento do lucro com o “forte dinamismo conseguido nas diversas áreas de actividade; especialmente, na captação de recursos e na concessão do crédito.”
O BES teve ainda um bom crescimento do produto bancário comercial.
Os resultados do BES, anunciados antes da abertura do mercado de capitais português, fizeram a acção ganhar 2,15 por cento, para 11,4 euros.
As acções do BCP, que divulgou números após terminar a sessão bolsista, mantiveram a cotação da sessão anterior, 2,23 euros, e foram transaccionadas mais de 8,388 milhões.
CONFIANÇA NO ÊXITO DA OPA SOBRE O BPI
Paulo Teixeira Pinto manifestou--se ontem confiante no êxito da oferta pública de aquisição lançada pelo BCP sobre o BPI. O responsável do BCP lembrou que o Banco de Portugal e o Instituto de Seguros de Portugal já disseram que não se opõem à operação de compra do Banco presidido por Fernando Ulrich. Operação dependente, agora, da Autoridade da Concorrência, que iniciou uma investigação aprofundada no passado dia 14.
A investigação do organismo dirigido por Abel Mateus estará concluída dentro de 90 dias e tem por objectivo apurar se haveria ou não violação da Lei da Concorrência comercial em 16 segmentos da actividade bancária. A OPA do BCP sobre o BPI foi registada na CMVM a 31 de Março de 2006.
APOIO A OPA CONCORRENTE SOBRE A PT
O presidente do BES voltou ontem a manifestar apoio a uma oferta pública de aquisição sobre a PT que seja concorrente à lançada pela Sonaecom.
Ricardo Espírito Santo Salgado afirmou que “se houver uma OPA na qual consideremos que há bondade e qualidade, poderemos deslocar as nossas acções”. Mas o banqueiro negou que o grupo BES tenha dado qualquer passo no planeamento de uma oferta concorrente sobre a maior operadora portuguesa de telecomunicações. E voltou a dizer que “guardamos a nossa resposta para o final”. Recorde-se que o grupo financeiro presidido por Ricardo Espírito Santo Salgado detém 8,36 por cento do capital da PT, cujas acções subiram ontem 1,15 por cento, para 9,69 euros.
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