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Correio da Manhã

Economia
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BE critica Programa de Estabilidade

Costa assegura que acordo com bloquistas é para cumprir.
26 de Abril de 2017 às 17:00
A porta-voz do Bloco de Esquerda, Catarina Martins
Catarina Martins
A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins
A porta-voz do Bloco de Esquerda, Catarina Martins
Catarina Martins
A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins
A porta-voz do Bloco de Esquerda, Catarina Martins
Catarina Martins
A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins
O Bloco de Esquerda (BE) considerou hoje haver uma "contradição" entre uma "leitura estrita" do Governo do Tratado Orçamental, plasmada no Programa de Estabilidade, e o acordo com os bloquistas, mas o primeiro-ministro asseverou que este é para cumprir.

"Creio que há mais que uma tensão entre o Programa de Estabilidade e a posição conjunta que firmámos. Há uma contradição entre uma leitura estrita do Tratado Orçamental e o acordo que temos para parar o empobrecimento", advogou Catarina Martins, líder do Bloco, dirigindo-se ao chefe do Governo, António Costa, no debate quinzenal no parlamento.

Na resposta, o primeiro-ministro foi perentório: "Iremos cumprir tudo o que acordámos com o BE", disse, admitindo divergências mas vincando que o importante é identificar os problemas "de forma construtiva" e trabalhar para os ultrapassar.

Para Catarina Martins, os serviços públicos "estão sem o investimento necessário": nas escolas, por exemplo, falta tudo, "há turmas lotadas de mais em escolas com meios de menos", e no Serviço Nacional de Saúde há problemas no acesso de populações a "cuidados primários", por exemplo.

"Nunca o BE recua perante dificuldades e cá estamos para negociar um Orçamento do Estado que seja fiel e capaz de parar o empobrecimento no nosso país", prosseguiu a bloquista.

Depois, a líder do BE criticou a direita, em concreto o PSD, que "não se incomoda com os resultados do défice ou a leitura estrita do Tratado Orçamental", mas sim com o trajeto "diferente" que o país, com o Governo PS apoiado no parlamento pela esquerda, tem seguido.

"O que o PSD queria era cortar 600 ME por ano nas pensões. O que queria era aquela reforma que faltava, de que Pedro Passos Coelho se lembrava sempre, de cortar nos custos do trabalho", disse, acusando sociais-democratas e centristas de terem um plano governativo que passava por "privatizações, precarização e baixar os rendimentos do trabalho".
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