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Correio da Manhã

Economia
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BE: Governo propõe "terrorismo social"

O deputado do BE Pedro Filipe Soares defendeu esta segunda-feira que a proposta de Orçamento do Estado confirma o "terrorismo social" das medidas anunciadas pelo primeiro-ministro que mergulharão o país numa recessão de "pelo menos quatro por cento".
17 de Outubro de 2011 às 20:28
"Isto é o resultado de escolhas políticas. O Governo prefere não taxar os mais ricos, prefere taxar quem trabalha e ao fazê-lo está a levar a cabo um corte brutal nos rendimentos das famílias", argumentou
'Isto é o resultado de escolhas políticas. O Governo prefere não taxar os mais ricos, prefere taxar quem trabalha e ao fazê-lo está a levar a cabo um corte brutal nos rendimentos das famílias', argumentou FOTO: Sérgio Lemos

Para Pedro Filipe Soares, a proposta de Lei de Orçamento do Estado para 2012 entregue pelo Governo no Parlamento e as explicações dadas pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar, prosseguem as "promessas que já tinham sido levadas a cabo por parte do primeiro-ministro e, na prática, são terrorismo social sobre os portugueses".  

O Bloco de Esquerda teme que a recessão seja "pelo menos de quatro por cento", quando o Governo a situa na ordem dos 2,8 por cento do PIB durante o ano de 2012, um cenário bem mais negativo que o esperado no final de agosto, quando projectavam uma queda de 1,8 por cento.  

"Isto é o resultado de escolhas políticas. O Governo prefere não taxar os mais ricos, prefere taxar quem trabalha e ao fazê-lo está a levar a cabo um corte brutal nos rendimentos das famílias, que são quem tem mantido a economia em funcionamento", argumentou.  

Simultaneamente, sublinhou Pedro Filipe Soares, prevê-se uma "taxa nunca vista de desemprego, 13,4 por cento para 2012".  

O deputado bloquista defendeu que "de medida extraordinária em medida extraordinária, cortam-se nos salários" e "perdem-se direitos permanentes". 

“Este é o resultado de um ataque ao salário dos portugueses, dos funcionários públicos, através do subsídio de Natal e de férias, dos funcionários do privado, através do aumento da sua carga horária laboral diária", disse. 

"Tudo isto merece uma resposta frontal e veemente dos portugueses numa greve geral que já está marcada, que nós saudamos e que é necessária neste espaço de debate democrático português que seja forte para dizer ao Governo que os portugueses não aceitam mais estes cortes sociais, não aceitam esta austeridade que leva o país mais fundo no abismo", apelou.  

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