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Correio da Manhã

Economia
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Benefícios fiscais puxam pelo Interior

Os empresários que instalarem empresas no Interior do País vão ter benefícios fiscais de 15 por cento enquanto que as já existentes vão ser beneficiadas em 10%, anunciou ontem na Guarda o primeiro-ministro. Trata-se de uma medida que tem como objectivo assegurar uma “discriminação positiva” para a região e que já constará no próximo Orçamento de Estado.
10 de Setembro de 2007 às 00:00
Sócrates e Pinho anunciaram novos benefícios fiscais para o Interior
Sócrates e Pinho anunciaram novos benefícios fiscais para o Interior FOTO: José Paiva
Na prática trata-se de um aumento de cinco por cento ao apoio já existente. Para José Sócrates esta medida vai “permitir às empresas no Interior as mesmas condições de oportunidade que se oferece a todo o País”. O primeiro-ministro congratulou-se por ser a “segunda vez” que, como membro de um governo – na outra vez o Executivo era liderado por António Guterres –, se aplicam discriminações positivas às empresas que investem em zonas do País que têm dificuldade em vingar no mercado competitivo do comércio e indústria.
“Podemos e devemos dar ao Interior do País maior apoio em termos de benefícios fiscais à sua actividade económica para que atraia emprego industrial e para que possa oferecer as mesmas condições de oportunidade que oferece todo o País”, adiantou Sócrates para uma plateia constituída por empresários, que consideraram a medida “positiva” e “um novo alento” para a economia da região.
Na sua deslocação à Guarda, José Sócrates, que se fez acompanhar por toda a equipa do Ministério da Economia, apresentou o programa do projecto de Modernização do Comércio onde, em duas fases, o Governo prevê investir 40 milhões de euros.
Na sua intervenção, o ministro da Economia referiu-se a dados do INE do segundo semestre do ano passado para dizer que “o investimento em Portugal está a recuperar, diminuindo o peso do Estado e aumentando o investimento dos privados”.
O ministro da Economia salientou ainda uma área específica de negócios onde “existe uma aposta crescente”. Referiu que os projectos de energias renováveis cresceram em Portugal nos últimos dois anos, tanto como nos 20 anos passados, sendo Portugal actualmente o terceiro país da União Europeia que mais tem investido no sector.
"ECONOMIA EM CRESCIMENTO"
Na sua intervenção na Guarda, onde presidiu à cerimónia de assinatura de 17 contratos com empresas e associações comerciais do distrito no âmbito do projecto de Modernização do Comércio, José Sócrates referiu, que a economia nacional está em “crescimento”. Salientou que o segundo semestre deste ano ficou marcado por um “positivo” investimento empresarial. “Se há sinal de confiança no futuro, esse sinal é dado pelo investimento”, referiu, acrescentando que tem “confiança na economia portuguesa”. Para isso, “é necessário continuar a apostar no rigor e contenção das contas públicas”.
PORMENORES
ORÇAMENTO
José Sócrates referiu que no próximo Orçamento de Estado, o rigor e a contenção vão continuar “para bem do futuro e da economia”, garantindo que o Estado “não pedirá mais impostos para resolver as crises”.
TÊXTEIS E CALÇADO
O ministro da Economia, Manuel Pinho, afirmou que as empresas nacionais estão a ter um “papel fundamental” na retoma da economia, destacando as exportações dos sectores do têxtil e do calçado.
COMÉRCIO
Na primeira fase, o Governo investiu no âmbito do projecto de Modernização do Comércio, 20 milhões de euros. A segunda fase terá o mesmo montante.
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