Barra Cofina

Correio da Manhã

Economia
4

Berardo pôs em causa imagem de Jardim Gonçalves

A juíza que preside ao processo de difamação movido por Jardim Gonçalves contra Joe Berardo considerou, nesta segunda-feira, provado que o réu tinha consciência de que punha em causa a imagem do autor, o fundador do BCP, enquanto banqueiro e empresário.
16 de Abril de 2012 às 22:01
"Provado que o réu [Berardo] ao produzir as afirmações referidas [no processo], nos contextos em que o fez, tinha consciência de que punha em causa a imagem do autor [Jardim Gonçalves] enquanto banqueiro e empresário", lê-se no despacho
'Provado que o réu [Berardo] ao produzir as afirmações referidas [no processo], nos contextos em que o fez, tinha consciência de que punha em causa a imagem do autor [Jardim Gonçalves] enquanto banqueiro e empresário', lê-se no despacho FOTO: Pedro Catarino

"Provado que o réu [Berardo] ao produzir as afirmações referidas [no processo], nos contextos em que o fez, tinha consciência de que punha em causa a imagem do autor [Jardim Gonçalves] enquanto banqueiro e empresário", lê-se no despacho do 1.º Juízo Cível do Tribunal de Oeiras, a que a agência Lusa teve acesso.

Ficou ainda "provado que o réu tinha consciência de que as suas afirmações seriam publicitadas", segundo o mesmo documento, onde consta a decisão sobre a matéria de facto do julgamento.

Já o ponto relativo à intenção de criar na opinião pública a convicção de que as afirmações em causa eram fundadas e verdadeiras não ficou provado, segundo a juíza: "Não provado, no contexto em que está exposta tal matéria, no sentido de que o réu, ao proferir tais afirmações, previu que iria influenciar a opinião pública, tendo-as proferido com o intuito de alcançar tal resultado".

Também não foi provado que Berardo tivesse como objectivo criar na opinião pública a convicção de que as afirmações que teceu sobre Jardim Gonçalves eram fundadas e verdadeiras.

Porém, o tribunal entendeu estar provado que "as afirmações proferidas pelo réu causaram ao autor tristeza, desgosto e sofrimento".

E também ficou provado, segundo a juíza, que Jardim Gonçalves "sentiu-se, e sente-se, pública e privadamente, vexado", e que "também a família do autor sofreu iguais sentimentos de tristeza, preocupação, perplexidade e dor, o que agravou o sofrimento do autor".

Agora que está definida a matéria de facto apurada pelo tribunal, que não foi reclamada pelos advogados de ambas as partes em litígio, seguir-se-á a sentença da juíza sobre o processo, que deverá ser conhecida antes do início das férias judiciais (a 15 de Julho).

Neste processo, o fundador e antigo presidente do BCP, Jardim Gonçalves, acusa Joe Berardo, accionista de referência do mesmo banco, de o ter difamado por diversas ocasiões junto da comunicação social, após ter 'rebentado' o designado caso BCP.

Além de exigir um pedido de desculpas público, Jardim Gonçalves exige que Berardo lhe pague uma indemnização de 250 mil euros pelos danos causados, segundo disse à Lusa uma fonte próxima do processo.

bcp jardim gonçalves berardo difamação bancos banca
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)