Barra Cofina

Correio da Manhã

Economia
7

Bifanas de Vendas Novas para a capital

Há muito que o assunto era tema de conversa entre três amigos. No ano passado concretizaram o negócio e trouxeram as bifanas de Vendas Novas para Almada e Lisboa. Agora querem expandir o negócio
30 de Novembro de 2012 às 15:00
Rui Guerra é um dos três fundadores dos restaurantes Bifanas de Vendas Novas
Rui Guerra é um dos três fundadores dos restaurantes Bifanas de Vendas Novas FOTO: Jorge Paula

Três amigos e familiares juntaram-se para trazer as bifanas de Vendas Novas para as cidades. Começaram por pensar em instalar o primeiro restaurante num bairro histórico de Lisboa, numa zona com grande afluência de pessoas, como o Bairro Alto, mas a crise acabou por fazer com que a primeira loja abrisse no Fórum Almada.

"Se não fosse esta fase complicada a nível económico nunca teríamos conseguido abrir uma primeira loja no Fórum Almada, que é um dos maiores centros comerciais a nível nacional, porque há pouca procura e os valores de arrendamento são mais baixos", afirma Rui Guerra, a cara deste negócio fundado em conjunto com Carla Rico e Ricardo Lima.

Para que as ideias dos três amigos se concretizassem num negócio real, o empresário admite que foi preciso correr alguns riscos e partir para um investimento cujos resultados desconheciam.

A primeira loja abriu em Julho do ano passado, fruto de um investimento de 120 mil euros. Com um preço médio de refeição de 4,50 euros, o restaurante vende cerca de 600 bifanas por dia. Todas as bifanas e as sopas tradicionais vendidas – com destaque para o creme de coentros – são cozinhadas em cada restaurante e não são pré-confeccionadas. A receita é de uma tia que trabalha no espaço de Almada.

"A facturação mensal está próxima dos 40 mil euros. O retorno do investimento está previsto para o terceiro ano de actividade", refere.

O sucesso do restaurante em Almada – cidade onde residem muitos alentejanos que já conheciam as famosas bifanas –, foi tal que há cerca de seis meses abriram um segundo espaço no Centro Comercial Colombo, em Lisboa, e têm planos para expandir o negócio.

"Não queremos ter um restaurante em cada centro comercial, mas planeamos abrir mais uma ou outra loja em breve", diz Rui Guerra.

Os negócios destes empreendedores não se resumem às bifanas. Rui tem outras empresas em áreas completamente diferentes – transportes, logística e turismo –, Ricardo foi jogador profissional de futebol e Carla tem um percurso ligado à restauração, uma vez que a família tem alguns restaurantes, mas o seu papel era meramente de ajudante.

"Nós somos todos familiares entre nós e já há alguns anos, quando nos juntávamos, falávamos disso e fazíamos planos", adianta . Para que a ideia se concretizasse "houve uma conjugação de vontades".

Rui precisava de uma alternativa para complementar os seus negócios em tempo de crise, Ricardo não estava a trabalhar e Carla limitava-se a ajudar a família.

Actualmente, os restaurantes empregam 27 pessoas, maioritariamente jovens, que procuram motivar diariamente e premiar sempre que se distinguem pelo seu desempenho.

Mesmo com a taxa de desemprego nos 15,9%, encontrar empregados não é tão fácil como se poderia pensar. "Infelizmente, este continua a ser um sector com grande rotatividade. Mas também varia de caso para caso, há pessoas que se agarram ao emprego com todas as suas forças", frisa o empresário. n

Primeiro Emprego Bifanas de Vendas Novas Rui Guerra
Ver comentários