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Correio da Manhã

Economia
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Bolsa: PSI20 segue a desvalorizar com Cimpor a pressionar

A bolsa de Lisboa seguia esta quinta-feira em baixa, com o índice de referência a cair 1,25 por cento para 4.619,74 pontos, com as ações da Cimpor a pressionarem as negociações
21 de Junho de 2012 às 09:45
Bolsa de Lisboa seguia sessão a desvalorizar pressionada por Cimpor
Bolsa de Lisboa seguia sessão a desvalorizar pressionada por Cimpor FOTO: D.R.

Pelas 09h00, o PSI20 seguia com 18 títulos negativos e 2 positivos. As acções que mais caíam eram as da Cimpor, com perdas de 3,29 por cento, as da Jerónimo Martins, a cair 2,63 por cento, e as da Sonae SGPS, a descer 1,94 por cento.

Na quarta-feira, a Camargo Corrêa passou a ser dona de 94,81 por cento do capital da Cimpor - Cimentos de Portugal, que correspondem a 95,69 por cento de direitos de voto.

A empresa, que já era a principal acionista da Cimpor (32,9 por cento), ofereceu 5,50 euros por cada acção da cimenteira portuguesa e conseguiu que alguns dos accionistas mais importantes vendessem as suas participações, nomeadamente o Fundo de Pensões do BCP (10 por cento), o empresário Manuel Fino (9,8 por cento) e a Caixa Geral de Depósitos (9,6 por cento).

A também brasileira Votorantim, que era a segunda accionista da Cimpor, com 21,2 por cento do capital, não aceitou vender, mas concordou fazer uma permuta de activos com a Camargo Corrêa como contrapartida da sua participação.

Os "pesos pesados" Galp e Portugal Telecom também pressionavam a queda do índice, com a empresa de energia a desvalorizar 2,63 por cento.

Apenas duas empresas mostravam uma tendência inversa, conseguindo valorizar as suas acções, embora ligeiramente: o BPI, a crescer 0,40 por cento e o Grupo Espírito Santo a subir 0,19 por cento. Na restante banca, o BCP perdia 1,04 por cento e o BES caía 1,36 por cento.

Lisboa seguia a tendência das principais congéneres europeias, que hoje arrancaram com quedas entre queda os 0,99 por cento de Madrid e os 0,37 por cento de Frankfurt.

Os investidores respondiam assim a vários dias de subidas e às críticas do banco central norte-americano (a Fed) que afirmou na quarta-feira que a crise da dívida na Europa está a travar o crescimento dos Estados Unidos.

Apesar de ter anunciado que vai prolongar a "operação Twist", um programa destinado a reduzir as taxas de juro de longo prazo e estimular a retoma da economia norte-americana, a Reserva Federal afastou a hipótese de avançar com medidas de ajuda à Europa.

Os investidores esperam ainda com expectativa pelos resultados do leilão de hoje de títulos de dívida espanhola, depois dos líderes europeus presentes na cimeira do G20 terem admitido estudar a possibilidade de avançar com uma ajuda de 750 mil milhões de euros à Espanha e à Itália.

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